Primeira cidade a sediar os X Games de Verão fora dos Estados Unidos, Foz do Iguaçu foi aprovada no “teste” e já sai cheia de moral para sediar as próximas edições dos jogos em 2014 e 2015. A cidade surpreendeu em todos os quesitos: cenário, receptividade e organização.

Mas são os números que retratam melhor o sucesso da competição. De 18 a 21 de abril, o evento reuniu 178 atletas de 24 países, dos quais 25 do Brasil, segundo país a ganhar mais medalhas, depois dos Estados Unidos.

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O resultado confirmou o talento brasileiro para os esportes radicais e firmou Foz do Iguaçu como destino dos esportes de ação. O evento teve 27 horas de transmissão ao vivo para 184 países, atingindo cerca de 430 milhões de lares, pela ESPN Internacional, criadora e organizadora dos X Games.

A etapa de Foz, “em tamanho, quantidade de provas e organização, não deve nada a Los Angeles”, sede americana dos jogos, segundo Ardi Dwornik, da ESPN.

Além de mostrar as disputas, a ESPN, a imprensa especializada em esportes e os principais veículos de comunicação destacaram a beleza das paisagens. O site da ESPN diz que Foz “evoca uma sensação de magia tropical”.
O site francês e-adrenaline cita “o cenário de sonho” das Cataratas do Iguaçu e elogia o “sucesso da competição num ambiente tropical e caloroso”.

Mais dois anos
Marcelo Dória, presidente da Brunoro Sport Business, organizadora dos X Games no Brasil, comemora “os recordes de público local e de audiência internacional da ESPN”, que superaram a etapa de Tignes, na França, onde foram disputados os X Games de Inverno, em março deste ano.

Diversidade
A marca dos X Games em Foz do Iguaçu – além da beleza do cenário – foi a diversidade, destacada por vários jornalistas. Boa parte das 70 etnias que convivem pacificamente na cidade estava representada nas arenas e nas arquibancadas. “A diversidade no pódio foi uma visão adequada do início ao fim”, afirma o site da ESPN, lembrando que atletas de 16 países conquistaram medalhas.

“Os melhores eventos esportivos são resultado da união de tipo de talento, cultura e língua internacional”, completa o site e-adrenaline, que também destacou o crescimento dos esportes radicais no Brasil, o segundo em número de medalhas, depois dos Estados Unidos.

Skate do Brasil
O Brasil conquistou seis medalhas, três de ouro, todas no skate. Bob Burnquist levou ouro no Skate Big Air, Leticia Bufoni no Skate Street Feminino e Pedro Barros no Skate Park.

Na disputa do Vertical, Burnquist era o favorito para o título, mas uma contusão logo no começo o tirou da disputa. O Brasil ganhou prata com Sandro Dias e bronze com Marcelo Bastos. Jéssica Florêncio ficou com o bronze no Street Feminino.

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Foto: Alexandre Marchetti/Itaipu Binacional

Números e curiosidades
– A organização dos jogos trabalhou durante três meses para montar o evento em Foz do Iguaçu, com a criação de duas arenas de disputas: no Parque Infraero e no Parque Nacional do Iguaçu, em frente às Cataratas.

– Os atletas disputaram 15 modalidades em quatro esportes: skate, BMX, moto-X e rali.

– Os X Games de Foz do Iguaçu, pela primeira vez, incluíram uma competição on-line de surfe. Os atletas participaram enviando vídeos. Especialistas e público selecionaram o vencedor, que levou US$ 50 mil.

– Foi distribuído US$ 1,8 milhão (R$ 3,5 milhões) em prêmios para os vencedores dos jogos de Foz do Iguaçu, o maior valor já colocado em disputa esportiva no Brasil.

– Mais de 2,5 mil pessoas trabalharam no evento, incluindo-se 350 voluntários.

– A megarrampa Big Air tem 23 metros de altura e 107 de largura. Nela, a maior velocidade atingida foi de 74 quilômetros por hora.

– O atleta mais jovem que participou dos jogos em Foz foi o skatista Tommy Schaar (13 anos); o mais velho, o ciclista Dennis McCoy (46 anos).

– No RallyCross, a maior velocidade alcançada foi de 177 quilômetros por hora. Os carros que participam da prova têm 600 cavalos (HP) de potência.

– Fora os brasileiros, outros três atletas sul-americanos participaram dos jogos em Foz: o ciclista chileno Coco Zurita, o skatista colombiano David González e o ciclista venezuelano Daniel Dhers.

– Os X Games terão seis eventos em 2013. Os primeiros foram os jogos de inverno em Aspen, nos Estados Unidos, e Tignes, na França. Depois de Foz do Iguaçu, os X Games de Verão prosseguem em Barcelona (Espanha), entre 16 e 19 de maio; Munique (Alemanha), entre 27 e 30 de junho; e terminam em Los Angeles (Estados Unidos), entre 1 e 4 de agosto.

– Os X Games foram criados em 1995, na cidade americana de Newport, com o nome de Extreme Games. Depois, foram para as cidades de Providence, San Diego, San Francisco, Filadelfia e Los Angeles, onde se estabeleceram em 2003.

Os vencedores dos X Games de Foz do Iguaçu:
Skate Big Air
1) Bob Burnquist
2) Elliot Sloan
3) Jake Brown

Skate Vertical
1) Bucky Lasek
2) Sandro Dias
3) Marcelo Bastos

Street League Skateboarding
1) Nyjah Huston
2) Sean Malto
3) Torey Pudwill

Skate Park Masculino
1) Pedro Barros
2) Rune Glifberg
3) Ben Hatchell

Skate Street Feminino
1) Leticia Bufoni
2) Lacey Baker
3) Jéssica Florêncio

BMX Big Air
1) Zack Warden
2) Chad Kagy
3) Morgan Wade

BMX Parx
1) Kyle Baldock
2) Pat Casey
3) Dennis Enarson

BMX Vertical
1) Jamie Bestwick
2) Coco Zurita
3) Steve McCann

BMX Dirt
1) Kyle Baldock
2) Brandon Dosch
3) Ryan Nyquist

Moto Enduro X Masculino
1) Taddy Blazusiak
2) Cody Webb
3) David Knight

Moto Enduro X Feminino
1) Laia Sanz
2) Maria Forsberg
3) Tarah Gieger

Moto X Step-Up
1) Bryce Hudson
2) Ronnie Renner
3) Libor Podmol

Moto X Speed & Style
1) Lance Coury
2) Andre Villa
3) Mat Rebeaud

Moto X Freestyle
1) Taka Higashino
2) Rob Adelberg
3) Wes Agee

Rally Cross
1) Scott Speed
2) Toomas Heikkinen
3) Patrik Sandell