Processo de emagrecimento é mais complexo do que boa parte das pessoas imagina

Processo de emagrecimento é mais complexo do que boa parte das pessoas imagina. Para que a perda de peso seja saudável e sustentável, é preciso mudar uma série de hábitos.

Quase 20% da população brasileira é obesa. É o que revela um levantamento da Vigitel, encomendado pelo Ministério de Saúde. Isto representa um aumento de 67,8% nos índices da incidência deste mal, que atingiu o maior patamar dos últimos 30 anos. Com isso, também há um crescimento nos índices de colesterol alto, pressão arterial elevada, diabetes, entre outros males relacionados ao sobrepeso e à obesidade.

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Ao mesmo tempo, há um desejo cada vez maior da população em se livrar do peso extra. Deste modo, várias pessoas aderem a soluções milagrosas, que prometem atingir a meta de peso em um período que não é apenas irreal, como, também, pouco saudável.

De acordo com especialistas, a única maneira de perder peso – e manter-se em um patamar saudável no longo prazo – é adotando uma grande mudança de hábitos que vai além do comportamento à mesa.

Balanço energético deve ser negativo

Em grande parte dos casos, a perda de peso é uma conta simples: basta que a ingestão calórica seja inferior à energia usada pelo corpo para manter suas funções essenciais. Na prática, isso significa que é preciso rever hábitos alimentares e encontrar maneiras de aumentar o metabolismo – normalmente, exercícios físicos.

Caso tais medidas não sejam o suficiente, recomenda-se procurar um médico. Existem problemas hormonais e metabólicos que podem dificultar a perda de peso, mesmo com a mudança de hábitos.

Bom sono é fundamental para perder peso

Como dito anteriormente, a mudança de hábitos que leva à perda de peso vai muito além da mesa. Entre as variáveis que influenciam os ponteiros da balança está o sono: restaurador, ele é essencial para que o corpo e o metabolismo funcionem bem. Na prática, dormir pouco e/ou ter um sono de má qualidade fazem com que o organismo consuma menos energia, dificultando o emagrecimento.

Nem todas as calorias são iguais

Por mais que o balanço negativo entre calorias ingeridas e consumidas seja o que norteia boa parte dos programas de emagrecimento, é preciso ter em mente que nem todas elas são iguais. Por exemplo: o mesmo valor energético de um punhado de balas – que são quase que totalmente provenientes do açúcar – é aproveitado de um modo diferente do que as calorias de um punhado de oleaginosas ou de leguminosas, repletas de vitaminas, minerais e outros nutrientes importantes para o organismo.

Portanto, para que a sua perda de peso seja sustentável e durável, é fundamental consumir mais alimentos in natura e reduzir os industrializados. Comer alimentos saudáveis, além de aumentar a ingestão de nutrientes benéficos à saúde também ajuda na perda de peso principalmente alimentos ricos em antioxidantes que ajudam a emagrecer como a cenoura, abóbora, mamão, manga, batata-doce, morango, suco de uva integral, nozes e chocolate amargo, entre outros.

Calorias líquidas não devem passar despercebidas

As calorias líquidas podem ser verdadeiras vilãs de quem está na missão de reduzir os ponteiros da balança. Um simples copo de suco pode fornecer uma quantidade considerável de calorias, principalmente se contiver itens como leite ou açúcar. O mesmo se aplica a refrigerantes e bebidas alcóolicas.

Portanto, para emagrecer – e manter-se magro – é essencial rever o hábito de ingerir tais bebidas. Durante a transição, versões zero podem ajudar, mas o mais indicado é preferir água ou outras bebidas de baixo valor energético, como suco de limão ou água de côco.

Cuidado com os lanches

Médicos e nutricionistas afirmam que fazer pequenos lanches entre as maiores refeições é uma boa tática para a perda de peso. Além de manter o metabolismo funcionando, isto faz com que não haja picos de fome ao longo do dia, reduzindo as chances de exagerar em determinada refeição.

Apesar disso, é preciso ter cuidado para não comer demais durante os lanches. De acordo com especialistas, o ideal é preferir frutas ou alimentos que favorecem a saciedade, como proteínas (iogurtes, queijos, etc) e gorduras boas (côco, oleaginosas, etc). Do mesmo modo, a quantidade ingerida deve ser acompanhada de perto por um nutricionista, de modo a evitar o excesso de calorias – que, por sua vez, leva à perda de peso.

Dietas restritivas costumam ser armadilhas

Fazer jejuns longos, cortar grupos alimentares inteiros e privar-se de todos os alimentos que proporcionam prazer à mesa, são exemplos de dietas restritivas que prometem uma perda de peso mirabolante em um curto período de tempo.

O problema é que é impossível manter esse estilo de vida por muito tempo. Além disso, por mais que a dieta seja mantida por algum tempo e realmente haja perda de peso, a tendência é que ele seja recuperado logo após. Isto faz com que a mudança de hábitos de vida, aliada à reeducação alimentar, à realização periódica de exercícios físicos – e, em alguns casos, o uso de suplementos para emagrecer – ainda seja o melhor remédio para atingir um peso saudável – e mantê-lo.

Conteúdo por agência emarket