Mesmo prestando excelentes serviços de saúde na região oeste do Paraná, o Samu Regional do Oeste do Paraná poderá encerrar suas atividades em 2015 e deixar de atender 1 milhão de habitantes, de 43 cidades.

Tal situação é decorrente da grave crise financeira vivida pela entidade que carece de urgente habilitação de 3 USAs e do Helicóptero , pelo Ministério da Saúde, e da qualificação de toda a operação, o que geraria importante volume financeiro de origem Federal e Estadual, sanando os problemas hoje vividos pelo consórcio.

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Toda a documentação exigida já foi entregue em 2014, atendeu às necessidades do Ministério da Saúde e está com parecer favorável já emitido, aguardando assinatura de um portaria pelo Ministro da Saúde Arthur Chioro.

Em quase 22 meses de operação, 100.000 atendimentos foram realizados, levando atendimento de urgência e emergência com rapidez e de qualidade reconhecida a cidades carentes de recursos médicos de alta complexidade, sem esquecer do fantástico desempenho do transporte aeromédico fornecido pelo Estado do Paraná, que realizou 450 missões em 1000 horas de voo.

A situação é altamente preocupante também para os 350 funcionários que atuam diariamente com a nobre missão de salvar vidas, e que estão correndo o risco de perderem seus empregos.

Segundo nota publicada no Facebook do ConsamuPr, este é o momento de toda a sociedade se engajar junto a seus vereadores, deputados e senadores eleitos para que esta situação seja superada em Brasília e o serviço não seja desativado. O momento é de pressionar e conseguir a assinatura da Portaria Ministerial.

Municípios

A continuidade dos atendimentos depende do aporte das prefeituras. Embora o número de inadimplentes tenha diminuído, existe ainda pendência de R$ 1.271.007,03 entre os consorciados. Uma nova assembleia foi marcada para o dia 31 de agosto e deverá decidir pela extinção ou não do Consamu.

Caso repasse não seja feito, serviço poderá ser extinto (Foto: Lorena Manarin/O Paraná)
Caso repasse não seja feito, serviço poderá ser extinto (Foto: Lorena Manarin/O Paraná)

Redação Portal Guaíra via Consamu/O Paraná