Cacique da Aldeia Indígena Tekohá Marangatú, Inácio Martins (foto: Adolfo Barbosa/PG)

Se as reivindicações na forem atendidas até segunda-feira (15), na terça (16) a ponte será fechada sem prazo para a normalidade


Cacique da Aldeia Indígena Tekohá Marangatu, Inácio Martins (foto: Adolfo Barbosa/PG)
Cacique da Aldeia Indígena Tekohá Marangatú, Inácio Martins (foto: Adolfo Barbosa/PG)

Após receber informação de que indígenas de várias aldeias de Guaíra estariam se preparando para fechar a ponte Ayrton Senna, que liga Guaíra no Paraná, a Mundo Novo no Mato Grosso do Sul, o repórter policial Adolfo Barbosa conversou com o Cacique da Aldeia Indígena Tekohá Marangatú, Inácio Martins.

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Conforme o Cacique, o fechamento seria em protesto pelas más condições que se encontram uma estrada curta, mas que dá acesso a aldeia; e outros fatores que se arrastam por vários anos.

“Vai fazer 4 meses que a estrada está ruim e dificultando o acesso pra comunidade. Doentes, gestantes, pra irem até a cidade ou no Posto de Saúde, precisam sair a pé até a estrada principal” reclama Inácio.

Na Aldeia Tekohá Marangatú vivem hoje 76 famílias, cerca de 600 indígenas, e juntamente com as demais aldeias do Município se preparam para impedir o acesso a Ponte Ayrton Senna, caso as reivindicações não sejam atendidas até a próxima segunda-feira (15).

“Agora que iniciaram as aulas novamente começa mais um problema. Já faz 4 anos que as nossas crianças e de outras aldeias precisam ir a pé até a escola, pois não existe transporte escolar para a comunidade indígena, já pedimos ajuda, mas até agora nada” afirma o Cacique.

“Outra coisa é que há quatro anos quando chega o dia de buscarmos a cesta básica, a pé, as pessoas da cidade ficam tirando sarro da gente, falam que somos burros e bestas. Varias mulheres, com filhos pequenos, precisam trazer a cesta básica que pesa em média 60 kg, nas costas, a gente sofre muito e antes não era desse jeito” frisa Inácio Martins

O prazo é até a próxima segunda-feira, 15 de fevereiro. Se não arrumarem a estrada e providenciarem a entrega das cestas básicas nas aldeias, toda a comunidade indígena deverá se manifestar fechando primeiro a Ponte Ayrton Senna e, após, o acesso a balsa que faz a travessia para o Paraguai.

“A comunidade já queria fechar a ponte hoje (quinta-feira, 11), mas em conversa com eles eu consegui segurar um pouco mais. Nossa manifestação não será de um ou dois dias, estamos preparados pra ficar o tempo que for necessário até que atendam nossos pedidos. Tivemos hoje uma conversa com o Alexandre da Itaipu e o pessoal da Prefeitura de Guaíra, eles se comprometeram a arrumar a estrada a partir de segunda-feira, mas nós precisamos é pra hoje” conclui o Cacique.

Acompanhe a entrevista completa no programa Plantão Policial, com Adolfo Barbosa, amanhã (12), às 07h, na Rádio Guaíra AM.

Cabeceira da Ponte Ayrton Senna em Guaíra (foto: AdrielMarcelo/PG)
Cabeceira da Ponte Ayrton Senna em Guaíra (foto: AdrielMarcelo/PG)
Redação Portal Guaíra
Foto e Reportagem: Adolfo Barbosa/Portal Guaíra