ad

A 4.ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Paraná reformou parcialmente a sentença do Juízo da 2.ª Vara Criminal da Comarca de Umuarama que condenou a quatro anos de prisão em regime aberto a dona de casa (M.A.S.F.) acusada de seduzir e extorquir dinheiro de um homem de iniciais (A.S.M.).

Segundo informações colhidas junto ao site do Tribunal de Justiça do Paraná, em determinado dia do mês de agosto de 2008, ASM dirigiu-se à residência do marido da ré (MASF), para cobrar uma dívida, mas este(o nome do marido não foi revelado) não se encontrava em casa. Antes que ele deixasse a residência, ela começou a insinuar-se, dizendo que queria “sair” com ele. Conforme consta nos autos, A.S.M. disse que manteve relações sexuais com a ré em duas ocasiões e que, depois disso, ela passou a exigir dinheiro em troca do silêncio. Ameaçou revelar os fatos para a família dele e para o próprio marido dela, o qual, por ciúmes, “certamente o mataria”.

Assustado, A.S.M. disse que entregou-lhe várias quantias em dinheiro, inclusive dois cheques, nos valores de R$ 7.000,00 e R$ 3.000,00, os quais foram utilizados para a compra de um veículo FIAT/Uno. Estima-se que o valor extorquido teria passado de 25 mil reais. As ameaças eram feitas por telefone. A vítima também revelou, nos autos, que ouviu dizer que a ré procedeu da mesma forma em relação a outros homens que com ela se envolveram.

Conforme a decisão judicial, a vítima manteve o depoimento fiel desde o começo, já a mulher acusada da extorsão negou o fato quando foi ouvida pela polícia, mas depois acabou admitindo o crime quando prestou depoimento em juízo. “Restou claro que MASF obteve vantagem ilícita em prejuízo da vítima, ao solicitar que esta lhe entregasse diversas quantias em dinheiro, que somaram o valor aproximado de R$25.000,00, para adquirir veículos e outros bens, sob a ameaça de contar sobre o caso”.

Por causa dessa conduta, a ré (M.A.S.F.) foi condenada à pena de 4 anos de reclusão, a ser cumprida em regime aberto, e ao pagamento de 10 dias-multa pela prática do crime de extorsão, tipificado no art. 158 do Código Penal.

O juiz relator Tito Campos de Paula disse que a narrativa da acusação foi coerente. Mesmo assim, ele entendeu que houve contribuição da vítima para que o crime ocorresse. O advogado de Umuarama que fez a defesa, Luiz Carlos Domingues, não soube informar se sua cliente continua casada. Ainda cabe recurso à decisão.

Fonte: Ilustrado


ad