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Prossionais da área da saúde que mantêm proximidade de trabalho com o médico Alessio Fiori Sandri Junior disseram que sabiam, há certo tempo, de rumores de denúncias graves contra ele e que esperavam que “uma bomba iria estourar mais cedo ou mais tarde”.

Os mesmos prossionais armaram que estão chocados com as denúncias envolvendo o pediatra e defenderam que ele venha a público para se defender. “Ele é um médico que atende centenas de pacientes. Tem uma história importante na medicina. Não dá para falar nada sem antes ouvir a versão dele. A situação é muito grave, gravíssima, porque no momento só sabemos a versão de um lado da história”, disse um colega de trabalho, que preferiu não se identicar.

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As denúncias de abuso sexual foram levadas ao ar em rede nacional pelo ‘Jornal da Record’ na noite desta sexta-feira (6) e reprisadas neste sábado pela manhã. Sandri Junior é denunciado por pelo menos quatro pessoas. As acusações têm em comum a maneira como o médico agiria, colocando a mão em partes íntimas das pacientes e tentando beijá-las à força.

A reportagem da correspondente Heloísa Vilella é iniciada em Nova Iorque, onde a artista Nina Marqueti, que morava em Umuarama e hoje se dedica ao teatro, relata o possível abuso. Nina conta que em uma consulta o médico baixou sua calça e a tocou na região íntima, o que a deixou sem ação. “Eu não consigo trabalhar com você porque você não relaxa”, teria dito o médico.

Em outro caso ele teria feito algo semelhante com a estagiária de seu consultório, enquanto a examinava de uma dor de garganta. Há um boletim de ocorrência registrado em 10 de outubro de 2018 sobre este caso na Polícia Civil.

Outras pessoas foram ouvidas em Umuarama. A reportagem também informa uma denúncia em que o médico virou réu, sob a acusação de estupro de vulnerável, uma vez que à época dos fatos a paciente tinha menos de 14 anos. Ainda não houve uma
decisão do juiz.

A matéria da Record cita também um processo que estaria parada há pelo menos dois anos no Ministério Público e que só teria sido encaminhada à justiça depois da busca dos repórteres por informações. OBemdito não conseguiu contato com o MP.

Repercussão
Em Umuarama o assunto está em todos os lados. Uma mulher que disse ter trabalhado como diarista na casa de Alessio Sandri Junior armou que nunca percebeu nada de errado no comportamento do médico. “Ele sempre foi uma pessoa tranquila, é difícil acreditar em tudo isso que estão falando”.

A avó de uma menina de 12 anos, paciente do pediatra, também se manifestou. “Ele (o médico) sempre tratou minha netinha com muito respeito. Se tivesse acontecido algo ruim eu teria percebido. A gente ca sem saber o que pensar”.

A mãe de outra paciente, hoje com 14 anos, também defendo o médico. “Ele atende minha lha há vários anos. É o tipo de médico que você pode ligar ou mandar mensagem para pedir ajuda a qualquer momento. Se ele fez isso com a estagiária, eu não sei. Não dá para conar muito em homem. Mas abusar de paciente, isso eu não acredito”.

Nas redes socias uma internauta também relatou sua experiência com o médico. “Eu já fui paciente dele e toda vez que eu ia nas consultas ele abaixava minha calça e tocava nas minhas partes íntimas. Como eu era mais nova eu nem dei importância porque achava que era parte da consulta, mas eu cava muito constrangida”, disse.

OBemdito apurou que o médico está separado da mulher há cerca de 6 meses. A ex-esposa é citada por um dos pais que denunciaram Sandri Junior. Ela teria ligado para o pai para não seguir com as acusações, porque isso destruiria a família dela. “Eu falei para ela, você está se fazendo de vítima, mas a vítima é minha família”, relatou o pai.

A ex-esposa não foi encontrada para falar. Querida por um grande número de pessoas por estar sempre alegre, ela é conhecida por sua atividade empresarial. Foi proprietária de uma franquia de roupas femininas, que vendeu há certo tempo. Há pouco mais de um mês, a empresa reinaugurou em novo endereço, com novo proprietário.

Também tentamos contato com Alessio Sandri Junior, sem sucesso. Um advogado contratado por ele para acompanhar as acusações na fase de inquérito policial, disse que não trabalha mais para o médico, que estaria com novo defensor. OBemdito segue mantendo contato e disponibiliza o espaço necessário para a defesa do pediatra.

As informações são do OBemdito