(Fotos: Jornal O Presente)

O Oeste do Paraná vive em sua história um momento ímpar de desenvolvimento. Por onde se olha há investimentos tanto do setor público como privado, os quais auxiliam a elevar os índices de desenvolvimento humano, tornando a região um celeiro que vai além do já consolidado agronegócio.

O agro tem e certamente sempre terá um papel fundamental na economia, mas a tecnologia ganha cada vez mais espaço. O uso mais intenso da inovação promete transformar, por exemplo, a qualidade de vida e a saúde da população regional.

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Você já imaginou realizar exames e, pelos resultados e marcadores genéticos, haver a identificação de que pode no futuro surgir determinada patologia, permitindo um diagnóstico precoce e, como consequência, o atendimento, prevenção ou tratamento?

É isso que se pretende com a saúde 4.0 e o que o Grupo Sempre Vida, de Marechal Cândido Rondon, planeja implantar no novo complexo hospitalar e de saúde, que estará localizado no coração do Biopark – Parque Científico e Tecnológico de Biociências, em Toledo.

Será a personalização e humanização na área de saúde, onde o paciente vai observar a tecnologia altamente aplicada aliada à personalização da assistência. Desta forma, será possível acertar efetivamente para o paciente receber a melhor conduta médica, e não aplicar um estudo generalizado que vai ter acerto ou não.

Muitos podem achar que este é apenas um sonho, mas engana-se. Na próxima semana as obras do hospital de alta complexidade recebem o pontapé inicial. Nesta primeira etapa será feito o serviço de terraplanagem nos cerca de 32 mil metros quadrados. Em seguida, é preciso deixar a área “descansar” por cerca de três meses para consolidar e assentar a terra, diminuindo a possibilidade de eventual movimentação do solo no futuro. Portanto, em janeiro de 2021 começa oficialmente a construção da unidade hospitalar, que promete propulsar o Oeste.

Epidemia

A edificação do complexo hospitalar e de saúde estava programada para começar neste segundo semestre de 2020. No entanto, em março a pandemia atingiu a região em cheio, ocasionando o fechamento de órgãos públicos e estabelecimentos comerciais. E como o Sempre Vida lida diretamente com o setor de saúde, toda sua equipe se voltou nos últimos meses para atender os clientes e criar uma estrutura que mantivesse os colaboradores seguros, manutenção dos insumos no maior tempo possível e garantir a qualidade assistencial do paciente. Ou seja, o foco esteve ligado em especial ao coronavírus. À reportagem é do Jornal O Presente.

Apesar deste novo cenário, o grupo empresarial rondonense não deixou o projeto totalmente de lado. Neste período, foram realizados todos os ajustes solicitados pela Vigilância Sanitária, os fluxos foram reavaliados e os processos revisados. Até porque a implantação de um hospital envolve inúmeras regras e exigências. E, agora, é possível afirmar: o projeto está pronto, faltando apenas a validação das mudanças pelo órgão sanitário.

Em paralelo ao projeto arquitetônico, o Sempre Vida deve iniciar a contratação dos projetos complementares, como o hidrossanitário, de climatização, impermeabilização, acústica, elétrico/lógico, gases medicinais e GLP, dentre outros.

Por entender que a região está bem servida na área de Engenharia, os projetos serão desenvolvidos por profissionais de Marechal Rondon, Toledo e Cascavel, incluindo o Corpo de Bombeiros.

Hospital

Inicialmente, o projeto do complexo hospitalar tinha 164 leitos. Com alguns ajustes foi possível ampliar para 174. A construção não iniciou ainda, mas a projeção de conclusão está estabelecida para o final de 2023.

Com investimento total previsto de R$ 55 milhões, a unidade hospitalar de 29 mil metros quadrados terá dez leitos de UTI adulto, cinco leitos de UTI pediátrica e oito leitos de UTI neonatal. Além disso, haverá cinco leitos semi-intensivos e uma novidade serão os 15 leitos do hospital dia.

Aqui voltamos ao início do texto sobre a tecnologia em favor da saúde. Com a aposta que o Sempre Vida faz no setor tecnológico, a expectativa é que isso aumente a capacidade de atender o cliente com a menor exposição ao ambiente hospitalar.

Desta forma, o paciente faz determinado procedimento cirúrgico, é encaminhado para a estrutura do hospital dia e é acompanhado pela equipe de enfermagem até que possa receber alta. Via de regra, no hospital dia o paciente vai entrar pela manhã e sair à tarde.

Em relação à humanização, além do atendimento ao paciente em si, o Sempre Vida projetou um amplo espaço para partos humanizados. Na UTI neonatal, um toque de sensibilidade ao pensar em uma sala bem ao lado especialmente destinada para que as mães possam descansar, se alimentar e ficar perto de seus bebês.

Outra área que chama atenção e que está ligada à linha de atuação que o Sempre Vida defende há alguns anos é a Promopev, que vai oferecer atividades relacionadas à promoção da saúde, prevenção de doenças e qualidade de vida, como consultórios de fisioterapia, fonoaudiologia, nutrição, salas de atividade física, academia, pilates e auditórios para palestras.

Com tudo isso, não resta dúvida que o grupo empresarial de Marechal Rondon vai oferecer um complexo hospitalar e de saúde à altura do que a região Oeste do Paraná merece.

As informações são do O Presente