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A polícia civil de São Paulo disse que já tem pistas que podem levar à prisão de Paulo Cupertino Matias. O comerciante é suspeito de assassinar o ator Rafael Miguel e os pais dele. O crime no domingo (9) por não aceitar o namoro de Rafael com sua filha Isabela, de 18 anos.

A polícia recebeu a informação de que o foragido teria tatuagens nos dois antebraços onde estaria escrito “marginal… sempre marginal”.

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Um grupo grande de policiais saiu da delegacia com fotos de Paulo Cupertino Matias. Nos vários lugares em que estiveram e pelos depoimentos tomados novas pistas vão surgindo. Se ele não se apresentar, a polícia já pensa em pedir a prorrogação da prisão temporária ou conversão em prisão preventiva.

O fato do pai continuar solto aumenta a tensão da filha Isabela. Ela afirma que desde o dia do crime não conseguiu descansar e assimilar o que aconteceu. “Eu preciso chorar e aceitar, porque estou com a sensação de que ele vai voltar. Eu não quero esquecer, mas não quero remoer. Eu só quero ter paz. A situação é extremamente dolorosa e triste. Está me tirando do eixo.”

Ela é categórica ao afirmar que não voltará para a casa. “Um ambiente extremamente tóxico, com lembranças ruins. Eu não tenho motivos para estar lá”, disse. “Nem que desse eu voltaria para lá. Não tem a menor possibilidade. Nunca foi um lar.”

A jovem está na casa de uma amiga. Ela, o irmão e a mãe continuam se falando. “Eu pergunto como eles estão, se estão comendo. Estamos conversando.”

Dia dos namorados
Isabela contou que passou o dia dos namorados, celebrado na quarta-feira (12), no cemitério, ao lado do túmulo onde os corpos de Rafael e dos pais dele, João Alcisio Miguel, de 52 anos, e Miriam Selma Miguel, de 50, estão enterrados.

Ela levou flores azuis. “É a cor preferida dele. Não podia deixar passar em branco. Foi bom para não deixar no esquecimento.”

Relacionamento
A jovem disse que o contato entre ela e Rafael começou pelas redes sociais. “Ele era normal, humilde. Sempre foi bastante piadista, engraçado e inteligente.”

O namoro foi descoberto pelo pai em novembro. “Ele disse que deveria ter dado um tiro na minha cabeça quando eu nasci”, afirmou. “Talvez a forma de amar dele seja distorcida.”

A jovem acrescentou que, apesar de desaprovar o relacionamento, o pai não tinha dado sinais de que cometeria o crime. “Eu imaginei que pudesse agredir, ameaçar, maltratar, mas isso, não. Não havia ameaças ainda.”

Portal Guaíra com informações do G1