Para a próxima semana, o mercado da soja ainda segue com a atenção voltada para a demanda chinesa pelo grão. Além disso, a colheita nos Estados Unidos e o avanço do plantio no Brasil seguirão no radar dos compradores, assim como o avanço nos casos de coronavírus, que podem afetar os preços a nível mundial.

Acompanhe abaixo os fatos que deverão merecer a atenção do mercado de soja na semana que vem. As dicas são do analista da Safras Consultoria, Luiz Fernando Roque.

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  • O mercado de soja permanece com suas atenções voltadas para três fatores fundamentais: movimentos da demanda chinesa no mercado internacional, clima para a finalização da colheita nos Estados Unidos e clima para a evolução do plantio no Brasil. A pandemia do novo coronavírus volta a ser pano de fundo e fator importante para todos os mercados mundiais;
  • A demanda chinesa pela soja norte-americana continua sendo um fator de suporte para os contratos em Chicago. Embora, nas últimas semanas, as compras chinesas tenham diminuído, não há motivos claros para os chineses pararem de compra soja norte-americana neste momento, visto que apenas os EUA têm volumes suficientes e facilidade de venda para atender ao apetite chinês, que não diminui. Os atrasos de plantio no Brasil ligam um alerta para os asiáticos, que devem continuar comprando soja norte-americana enquanto a nova safra brasileira não começa a entrar no mercado, o que deve ocorrer apenas nos últimos dias de janeiro ou primeiros dias de fevereiro. É importante, também, acompanhar o resultado da eleição norte-americana, o que pode voltar a mudar a relação comercial entre EUA e China em 2021;
  • Nos EUA, embora o clima um pouco mais úmido tenha impedido uma melhor evolução das máquinas nas últimas duas semanas, os trabalhos de colheita avançam para a reta final ainda em um ritmo acima da média. As previsões apontam para uma nova semana de pouca umidade, o que deve favorecer os trabalhos. A boa evolução da colheita é fator que limita ganhos em Chicago;
  • No Brasil, a chegada de chuvas a praticamente todos os estados produtores nas últimas duas semanas incentivou os produtores a acelerarem os trabalhos, principalmente no Centro-Oeste e no Sudeste. Uma parte relevante dos atrasos foi recuperada, mas os mesmos seguem como fator de sustentação para Chicago. De qualquer maneira, a melhora climática no Brasil pode tirar um pouco do fôlego dos contratos futuros, que encontram espaço para correções negativas;
  • O aumento de casos de coronavírus no hemisfério norte voltou a trazer nervosismo para os mercados mundiais, incluindo a Bolsa de Chicago. A fuga de especuladores para ativos de menor risco trouxe uma forte correção negativa para os mercados de renda variável, incluindo a soja. As atenções devem seguir redobradas nos próximos dias. O novo momento de aversão ao risco no mercado mundial também é fator limitante para Chicago, embora os fundamentos da soja não sejam afetados de uma maneira geral.

Portal Guaíra com informações da Agência Safras