(Foto: Geraldo Bubniak/ANPr)
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[dropcap color=”#dd9933″]D[/dropcap]urante a inauguração da nova unidade da Delegacia da Mulher e do Adolescente de São José dos Pinhais, na terça-feira (19), o governador Ratinho Junior afirmou que o Governo irá intensificar o combate à violência contra mulheres. Um planejamento de segurança pública, baseado em um trabalho ainda mais técnico da Polícia Civil e da Polícia Militar, está sendo feito.

“Estamos acompanhando a violência crescente do femínicidio e nosso objetivo é diminuir o número de casos no Estado e criar um ambiente em que a mulher se sinta cada vez mais protegida”, disse. De acordo com Ratinho Junior, o Governo irá, cada vez mais, preparar as forças de segurança pública do Paraná para lidar com esse tipo de crime, em especial no atendimento nas delegacias. “Queremos que as mulheres e adolescentes vítimas de violência sejam atendidas da melhor forma possível e se sintam à vontade para relatar o que aconteceu com elas, sem nenhum constrangimento”, afirmou.

Planejamento
Na solenidade, o governador reforçou que o Paraná vai desenvolver, junto com São Paulo, um projeto executivo de vigilância das fronteiras para o combate ao crime organizado. Além disso, Ratinho Junior afirmou que uma série de investimentos na área de novas penitenciárias está sendo planejado, com o objetivo de tirar os presos de delegacias. “Criamos uma força-tarefa para resolver o mais rápido possível essa questão, até porque delegacia não é lugar de preso. Com isso, também daremos liberdade aos nossos profissionais, em especial da Polícia Civil, para que possam exercer suas missões, que é investigação dos crimes”, disse.

Delegacia
Localizada no centro de São José dos Pinhais, a Delegacia da Mulher e do Adolescente vai substituir a antiga unidade. O espaço tem 1,8 mil m², uma sala de aula para palestras de prevenção, ambientes separados para receber vítimas e suspeitos, além de locais isolados para atender adolescentes, mulheres e idosos.

“É uma estrutura moderna e preparada para receber a mulher vítima de violência, que geralmente chega à delegacia extremamente fragilizada e precisa ser recebida em um ambiente adequado e por profissionais capacitados”, disse o delegado-geral adjunto da Polícia Civil, Riad Braga Farhat.

A delegada Valeska Martins, responsável pela unidade, disse que todos os funcionários recebem capacitação contínua para que tenham sensibilidade para receber as vítimas. “O atendimento é especializado e todos os profissionais entendem o ciclo de violência no âmbito doméstico e o sofrimento das mulheres e crianças”, afirmou.

Portal Guaíra com informações da AEN


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