Prevenir, definitivamente, é melhor que remediar. Estimativas internacionais apontam que, enquanto se gastaria 1 dólar para investir em prevenção de desastres naturais, 8 dólares seriam necessários para a reconstrução dos estragos provocados por estas catástrofes sem a existência devida de medidas prévias. Especialistas ouvidos pela FOLHA dizem que tão importante quanto a reconstrução são as obras e mecanismos de prevenção contemplados, sobretudo, nos planos municipais de redução de riscos. Caso contrário, as tragédias continuarão acontecendo.

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Porém, apenas 6,2% dos municípios no Brasil possuem plano de redução de riscos, segundo dados divulgados recentemente pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na Pesquisa de Informações Básicas Municipais (Munic) de 2011. No Paraná, apenas 14 do total de 399 municípios possuem o plano. Com mais de 20 mil habitantes, estão Mandaguari, Ortigueira, Pato Branco, Ponta Grossa e Curitiba. Londrina não possui um plano municipal de redução de riscos; apenas alguns itens de áreas de zoneamento estão no plano diretor do município.

Em novembro, a presidente Dilma Rousseff lançou o Plano Nacional de Gestão de Riscos e Respostas a Desastres Naturais, também chamado de PAC Prevenção. Segundo informações do governo federal, o plano irá garantir recursos para prevenir e atuar em respostas rápidas de desastres como deslizamentos e enchentes. O total estimado é de cerca de R$ 18,8 bilhões, cuja maior parte será destinada a investimentos e obras de contenção de encostas, controle de inundações e recuperação ambiental. O restante em mapeamento de riscos e monitoramento e alertas. Os estados teriam que entregar os projetos ainda este ano.

Fonte: Folha de Londrina