A manifestação que seria pacífica e protestaria contra o governador Sérgio Cabral acabou sendo palco de vandalismo e destruição na zona sul do Rio de Janeiro. Durante a passeata que reuniu mais de 700 pessoas, além de bancos e prédios depredados, a sede administrativa da Rede Globo foi atacada. O edifício onde fica a emissora teve a porta arrombada.

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Vídeo publicado por internautas no Youtube mostra o momento em que pessoas começam a atirar objetos contra a porta de vidro. Pelas imagens, é possível ver que alguns pediam para que não houvesse vandalismo, enquanto outras gritavam “quebra, quebra, quebra”.

Fotógrafos registravam o acontecimento. Um homem chegou a pegar uma placa de madeira e bater várias vezes contra o vidro. Seguranças lançaram água de extintores no grupo que tentava forçar a entrada no local.

A emissora relata em comunicado oficial que, “nas depredações pelo bairro do Leblon que aconteceram durante a manifestação contra o governador Sergio Cabral, as vidraças da portaria de um dos prédios administrativos da Globo, no mesmo bairro, foram quebradas por pedras atiradas por um pequeno grupo de manifestantes mascarados. Um rojão foi também jogado na portaria, provocando muita fumaça”.

Manifestações no Rio de Janeiro

Os protestos que aconteceram nessa quarta-feira, 17, deixaram o trânsito na zona sul do Rio de Janeiro complicado. Enquanto um grupo seguia em direção à residência do governador Sérgio Cabral (PMDB-RJ), na esquina da Avenida Delfim Moreira com a Rua Aristides Espínola, no Leblon, outros se reuniram para manifestar contra o desaparecimento de um morador da comunidade da Rocinha.

No final, pelo menos cinco agências bancárias, bancas de jornal, pontos de ônibus, vitrines e alguns paineis elétricos foram vandalizados. De acordo com O Globo, sete PMs ficaram feridos com pedradas. Uma quinta policial se feriu ao ser atingida nas costas por uma bomba de fabricação caseira. Dezesseis pessoas foram detidas e levadas para a 14ª DP (Leblon). Seis foram enquadrados no crime de formação de quadrilha e pagaram fiança. Outras nove também foram liberadas, incluindo dois menores.

Fonte: Redação Comunique-se