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Carlos Henrique Schroder foi o responsável por iniciativas inovadoras na Globo, como o G1 (Imagem: Divulgação/Rede Globo)
Carlos Henrique Schroder foi o responsável por iniciativas inovadoras na Globo, como o G1
(Imagem: Divulgação/Rede Globo)

Ano novo, diretor novo. Como previsto desde setembro de 2012, Carlos Henrique Schroder assumiu na terça-feira, 1°, a diretoria geral da Rede Globo. Pela primeira vez na história da emissora, o cargo é comandado por um jornalista. Para especialistas, a mudança mostra a prioridade dada pela Globo à produção de conteúdo. Schroder era Diretor Geral de Jornalismo e Esportes desde 2001 e foi sucedido por Ali Kamel.

No dia do anúncio, Schroder agradeceu a confiança em seu trabalho e ressaltou a qualidade dos funcionários da emissora. “Na missão de conduzir a TV Globo e prepará-la para os desafios do futuro, sei que conto com companheiros qualificados, empenhados e entusiasmados: todos os profissionais e talentos dessa emissora. Ao Roberto Irineu [Marinho – presidente das Organizações Globo], ao João Roberto [Marinho – membro do Conselho de Administração], ao José Roberto [Marinho – membro do Conselho de Administração] e ao Octávio [Florisbal], o meu muito obrigado pela confiança”.

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Formado em direito e em comunicação social, Schroder trabalha na Globo desde 1984. Em comunicado oficial, o presidente das Organizações Globo, Roberto Irineu Marinho ressaltou a importância de seu trabalho para o passado da emissora. “Schroder implantou um jornalismo ágil, presente e participativo com iniciativas inovadoras como a Globonews, G1, GloboEsporte.com, Comitê de Internet, que conjugam, de forma integrada, as dimensões local e nacional, aproveitando as sinergias da nossa rede.”

O novo diretor-geral acompanhou o seu antecessor, Octávio Florisbal, de setembro a dezembro em um processo de transição. Assim, Florisbal passa a integrar o Conselho de Administração das Organizações Globo.

Jornalismo
Além da teledramaturgia, o jornalismo é o grande responsável pela liderança de audiência da TV Globo. Ao longo do dia, a grade de programação tem sete jornalísticos e um boletim de notícias. No ar desde 1969, o carro-chefe da emissora é o ‘Jornal Nacional’. Em 2012, o jornalístico registrou 28,1 pontos de média no Ibope. Este foi, porém, o pior índice em oito anos. A melhor audiência do ‘JN’ foi em 2006, com 36,4 pontos no Ibope. Roberto Marinho reconheceu o bom trabalho feito por Schroder, que contribuiu para que o noticiário conquistasse o Prêmio Emmy de Jornalismo. “Sob a liderança do Schroder, o jornalismo da Rede Globo conquistou com o Jornal Nacional o Prêmio Emmy de Jornalismo, maior láurea desse segmento”.

Mudanças
Algumas alterações na programação estão previstas para a gestão de Schroder. Segundo a coluna ‘Outro Canal’, assinada por Keila Jimenez na Folha, diretores do departamento comercial da Globo defendem que o ‘Vale a Pena Ver de Novo’ poderia ser trocado por uma atração inédita. Em dezembro, a emissora divulgou que alguns programas deixarão a grade em 2013, casos de ‘As aventuras do Didi’ e ‘Casseta & Planeta’.

Governança corporativa
As medidas fazem parte de um novo sistema de governança para acomodar o poder dos dez acionistas. “Quando as Organizações Globo tinham apenas um acionista, a governança era simples por ser centralizada, em meu pai, Roberto Marinho. Depois viemos nós, João Roberto, José Roberto e eu, com um modelo de gestão colegiada, mais tarde substituído pelo modelo atual com um Conselho de Administração e uma Presidência Executiva do grupo, por mim exercida. Hoje, já somos dez acionistas, número que deve se ampliar rapidamente quando os demais membros das próximas gerações atingirem 21 anos”, explicou Roberto Irineu Marinho.

Fonte: Comunique-se