Vinícius no colo do pai, Marcelo, Igor no colo da mãe, Carla, e Schaiani (foto: Álbum de família / Reprodução)

Acabou por volta das 19h de sexta-feira (7), o enterro dos três irmãos que morreram após levarem uma descarga elétrica no pátio de casa, na quinta-feira (6) em Petrolândia, no Alto Vale do Itajaí, em Santa Catarina. A cerimônia aconteceu na Igreja Evangélica no distrito de Rio Antinha e o enterro foi em um cemitério ao lado, mas proximidades da SC-110. Apesar do mau tempo na região, cerca de mil pessoas foram se despedir das crianças.

A mãe, que demonstrava estar muito abalada, chegou ao cemitério amparada por outras duas pessoas, além do pai das crianças. Os carros estacionaram ao longo da SC-110 e a Polícia Militar Rodoviária (PMRv) sinalizou os acessos com cones. A Polícia Militar também fez rondas no local para assegurar a segurança dos presentes.

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— Este é o segundo enterro que mais reuniu pessoas na cidade. O outro aconteceu há 20 anos e era de um rapaz muito conhecido — relatou o agricultor e amigo da família, Ari Berger, 68 anos.

Enterro foi realizado na comunidade (foto: Gilmar de Souza / Agencia RBS)
Enterro foi realizado na comunidade (foto: Gilmar de Souza / Agencia RBS)

Entenda o caso

Três irmãos morreram eletrocutados no início da noite de quinta-feira em Petrolândia, no Alto Vale. Segundo o Corpo de Bombeiros de Ituporanga, Igor Medeiros, 4 anos, Vinícius, 6, e Schaiani, 14, estariam brincando no quintal de casa, na comunidade de Pinhal, quando o acidente aconteceu.

Um fio de bomba de poço estava desencapado e encostou em uma cerca de arame farpado, que ficou energizada. De acordo com o soldado do Corpo de Bombeiros Jorge Mancilla, a suspeita é de o que mais novo tenha sido o primeiro a tocar na cerca.

Ao ver o caçula sendo eletrocutado, o menino de seis anos tentou resgatá-lo e também foi atingido pela eletricidade. A mais velha tentou salvar os dois e acabou sendo eletrocutada também.

A avó das crianças foi a primeira a vê-las caídas no quintal. Em pânico, levou dez minutos para chamar por socorro. Os bombeiros chegaram ao local por volta de 19h. Segundo Mancilla, as vítimas já estavam sem sinais vitais, com o corpo pálido, frio, os lábios roxos e as pupilas dilatadas.

Os agentes ainda levaram 20 minutos tentando fazer as manobras de ressuscitação, mas ao concluir que o caso era irreversível acionaram as polícias Militar e Civil. O IGP também foi chamado e encaminhou os corpos para Rio do Sul.

As crianças moravam com o pai, Marcelo, de 34 anos, e a mãe, Carla, de 31. De acordo com os tios das vítimas, Cláudio Roberto Nienkotter e Rui Carlos Esser, os dois meninos estavam brincando com uma bola quando o menor encostou na cerca. A mãe, Carla, estava perto de casa ajudando os vizinhos agricultores e o pai, Marcelo, chegava em casa do trabalho.

Inquérito policial é instaurado

O delegado responsável pela região, Gustavo Reis Fagundes Pereira, informou à reportagem que um inquérito criminal foi aberto, indicando morte acidental. Nenhum detalhe sobre a investigação será repassado antes da conclusão do laudo pericial que está sendo feito pelo IGP de Rio do Sul.

Vinícius no colo do pai, Marcelo, Igor no colo da mãe, Carla, e Schaiani (foto: Álbum de família / Reprodução)
Vinícius no colo do pai, Marcelo, Igor no colo da mãe, Carla, e Schaiani
(foto: Álbum de família / Reprodução)

Fonte: Diário de Santa Catarina/Diário Catarinense