O técnico de enfermagem Gustavo Henrique Quintino, de 25 anos, vacinou a avó Marlene Reeck, de 80, contra a Covid-19 em Joinville, no Norte de Santa Catarina. A imunização foi na segunda-feira (1º).

“Foi inexplicável a sensação que senti. Foi emocionante e gratificante”, conta o neto.

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A avó tem problemas no coração, de circulação, é hipertensa e perdeu uma de filha de 59 anos com síndrome de Down para a doença, em setembro. Ela chegou a ter receio de tomar a vacina, mas após conversar bastante com o neto, decidiu se vacinar.

“Ela mudou de ideia e aconselha todo mundo a tomar vacina, porque ela não quer que ninguém passe pelo o que ela passou”, disse o neto.

Após o anúncio de que idosos com mais de 80 anos poderiam ser vacinados, Gustavo conversou com a avó e explicou a importância e os benefícios da imunização contra a Covid-19. A vacina oferece proteção contra a Covid-19, além de ser considerada a ferramenta mais importante para encontrar uma saída para a pandemia.

“No começo, ela não queria tomar vacina. Ela sabe o que passou com a filha. Eu ter convencido minha avó e conseguido eu mesmo aplicar a vacina foi algo inexplicável. Ela disse que não doeu nada”, afirma Gustavo.

Agora protegida, dona Marlene aconselha toda a população a se imunizar, segundo o neto. “A gente [ da família] fica bem mais aliviado”, disse.

Perda familiar
A família enfrentou a morte da tia de Gustavo e filha de Marlene em setembro do ano passado, quando Sandra Reeck, de 59 anos, com síndrome de Down e portadora de Alzheimer, ficou quadro dias internada e morreu por complicações da Covid-19.

“Minha avó chora até hoje e sente muito a falta dela. Foi bem triste para a gente não pode ter velório, foi só o sepultamento em 10 minutos e pronto. Foi bem traumatizante”, lamenta o neto.

Linha de frente
Gustavo atua desde o começo da pandemia na linha de frente do combate a Covid-19. Ele atuou estabilizando pacientes diagnosticados com a doença nas enfermarias da cidade e também fez plantões na vigilância epidemiológica.

Agora, alocado na equipe de vacinação, na Central de Imunização, instalada no Centreventos Cau Hansen em Joinville, ele comemora proteção da avó e de outras pessoas que já receberam as doses. Mais de 17 mil pessoas foram imunizadas na maior cidade do estado.

“Faz um ano que vivemos nesta pandemia. Nós profissionais da saúde estamos cansados, extremamente exaustos física e psicologicamente. A gente não aguente mais, então a vacina veio como uma luz de esperança lá no fim do túnel”, finaliza.

Portal Guaíra com informações do G1