O resultado são dores nas costas, inchaço, “barriga”, mais gordura na massa corporal, LER (lesão por esforço repetitivo) nas pernas e glúteos, maiores níveis de triglicerídeos e glicose no sangue. “E não adianta nada malhar uma hora por dia se o resto do tempo a pessoa fica sentada”, explica o educador físico Luciano D´Elia, diretor técnico do Core 360º treinamento funcional.

Mesmo aqueles que fazem exercícios regularmente, em uma academia, por exemplo, mas que ficam sentados por horas, apresentam chances independentes de ter alguma doença. Até excluindo tabagismo e a gordura localizada, para aqueles que praticam alguma atividade física, ficar uma hora sentando na frente da TV pode aumentar em 18% o risco de morte por problemas cardiovasculares.  Assim como os fumantes correm um risco 70% maior de apresentar doenças cardíacas, ter comportamentos sedentários aumentam as chances de problemas cardiovasculares.

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D´Elia explica que o corpo humano não foi desenhado para ficar sentado o tempo todo. O conjunto formado pelos ossos, músculos e articulações compõe o sistema músculo-esquelético, com três funções básicas: locomoção, sustentação e proteção. “Músculos parados perdem elasticidade, força e resistência. Além disso, o resto do corpo tem que fazer um esforço bem maior, o que leva a uma má postura e desequilíbrio muscular”.

Este desequilíbrio acontece com quem trabalha oito horas em frente ao computador. Esta postura única impede a ativação da musculatura responsável por estabilizar a coluna, mantendo a musculatura posterior da coxa em posição encurtada levando às dores lombares, nos ombros e joelhos. Outra consequência devido a má circulação sanguínea é o inchaço dos membros inferiores. A dica é alongar as pernas durante o expediente. “Nossa panturrilha, a famosa batata da perna, funciona como um segundo coração e a sua função é bombear o sangue pra cima”, exemplifica D´Elia, acrescentando que “um bom alongamento nesta região facilita a circulação e diminui o inchaço”, conclui.