A Justiça Militar do Rio Grande do Sul condenou na quarta-feira (3) dois dos oito bombeiros acusados pela tragédia na Boate Kiss, em 2013, na cidade de Santa Maria/RS. No total, 242 jovens morreram no segundo maior incêndio da história brasileira. A decisão em primeira instância foi anunciada pela juíza Viviane de Freitas Pereira e outros quatro juízes militares do Conselho Especial de Justiça.

O ex-comandante do Corpo de Bombeiros de Santa Maria, tenente-coronel reformado Moisés da Silva Fuchs, foi condenado a um ano de prisão por declaração falsa no alvará de funcionamento da boate e também recebeu punição pelo crime de prevaricação. Ao capitão Alex da Rocha Camillo também foi determinado a detenção de um ano por assinar o segundo alvará de liberação da boate. Depois de mais de dois anos da tragédia, no entanto, eles não serão presos – cumprirão penas alternativas e precisam se apresentar bimestralmente à Justiça Militar. Os advogados informaram que vão recorrer da decisão.

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Daniel da Silva Adriano, tenente-coronel da reserva, assinou o primeiro alvará, mas foi absolvido pelo colegiado.

Os cinco juízes acompanharam o pedido feito pelo Ministério Público e absolveram os demais cinco bombeiros – três soldados e dois sargentos. O promotor Joel Dutra entendeu que Gilson Martins Dias, Vagner Guimarães Coelho, Marcos Vinícius Lopes Bastide, o sargento Renan Severo Berleze e o primeiro-tenente da reserva Sérgio Roberto Oliveira de Andrades não deveriam receber punições porque foram “induzidos ao erro”, segundo informações do jornal Zero Hora. “No mínimo, eles foram induzidos ao erro, o que tira qualquer espécie de negligência. Por isso, o Ministério Público pede a absolvição dos cinco réus”, disse Dutra.

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Portal Guaíra com informações da Veja