O delegado Marcelo Arigony, responsável pelas investigação sobre o incêndio na boate Kiss, em Santa Maria, no Rio Grande do Sul, entrou na sede da Delegacia Regional para uma coletiva de imprensa, na tarde desta quinta-feira (31), com um pedaço de espuma na mão. “Isso foi a causa das mortes”, informou o policial, categórico. Segundo o delegado, este material, utilizado para melhorar a acústica da casa noturna, é o principal culpado pela tragêdia que matou 235 pesosas.

O delegado Marcelo Arigony mostra um pedaço de espuma retirado do teto da boate Kiss Foto: Tarlis Schneider
O delegado Marcelo Arigony mostra um pedaço de espuma retirado do teto da boate Kiss Foto: Tarlis Schneider

Marcelo explicou que este tipo de espuma costuma ser utilizado em estúdios. Na boate Kiss, o material ocupava um terço do teto, entre o isolamento e a fibra de vidro. Ao pegar fogo, a espuma libera gás cianeto, que teria intoxicado parte das vítimas. Ainda de acordo com o delegado, há um elemento chamado de retardante que pode ser usado justamente para diminuir o risco de incêndios.

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– Pela maneira e rapidez que a espuma queimou, parecia que não havia este retardamento. Mas isso ainda será analisado pela perícia – disse Marcelo Arigony.

Antes da coletiva, o investigador conduziu uma nova perícia na boate, com o apoio de uma delegada especializada nesta área de materais tóxicos e inflamáveis. Segundo Marcelo, os funcionários da empresa que fez a instalação da espuma na casa de shows devem ser intimados a depôr.

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Primeiro vídeo com imagens fortes do incêndio na boate Kiss em Santa Maria
Segundo vídeo mostra o trabalho dos bombeiros para salvar as pessoas na boate Kiss
Terceiro vídeo mostra o momento em que pessoas eram socorridas

Fonte: Herculano Barreto Filho – Extra