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A Polícia Civil do Rio de Janeiro decidiu indiciar o ex-presidente do Flamengo, Eduardo Bandeira de Mello, por homicídio doloso devido à morte de dez atletas das categorias de base do clube no incêndio que atingiu o Ninho do Urubu, em fevereiro.

Na época Bandeira já havia deixado a presidência do Flamengo há cerca de um mês. Esteve à frente do clube entre 2013 e 2018, quando o CT passou por diversas reformulações.

Mais sete pessoas vão ser indiciadas.

No inquérito, o delegado Márcio Petra também pede o indiciamento por dolo eventual de engenheiros do clube e da NHJ, empresa que era responsável pela fabricação do contêiner que pegou fogo, e de um técnico de refrigeração, já que o incêndio começou em um aparelho de ar-condicionado.

A Policia se baseou em fatores como o fato de vários atletas da base residirem no contêiner mesmo com estrutura incompatível com a destinação irregularidades estruturais, falta de reparos dos aparelhos de ar condicionado, recusa de assinatura do TAC proposto pelo Ministério Público do Rio de Janeiro.

A Polícia Civil aponta ainda o descumprimento da Ordem de Interdição do CT editada pelo Poder Público Municipal por falta do alvará de funcionamento e certificado do Corpo de Bombeiros e as várias multas impostas pelo Poder Público Municipal diante do descumprimento da Ordem de Interdição.

Vítimas:
Athila Paixão, de 14 anos;
Arthur Vinícius de Barros Silva Freitas, 14 anos;
Bernardo Pisetta, 14 anos;
Christian Esmério, 15 anos;
Gedson Santos, 14 anos;
Jorge Eduardo Santos, 15 anos;
Pablo Henrique da Silva Matos, 14 anos;
Rykelmo de Souza Vianna, 16 anos;
Samuel Thomas Rosa, 15 anos;
Vitor Isaías, 15 anos.

Portal Guaíra com informações da Catve