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O técnico Rogério Micale está convencido de que entregou a braçadeira de capitão da Seleção Brasileira nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro à pessoa certa. Contestado como líder desde o início do torneio, o atacante Neymar se deixou levar pelo jogo duro contra a Colômbia no final do primeiro tempo da partida de quarta-feira, em Itaquera, porém conseguiu conduzir o Brasil à vitória por 2 a 0.

“O Neymar deu uma resposta muito positiva em termos de equilíbrio”, avaliou Micale, quando questionado se o comportamento do seu principal jogador era passível de críticas. Irritado porque os colombianos ignoraram o fair play e seguiram com a bola após Gabriel ter cedido um lateral, para que ele recebesse atendimento médico, Neymar derrubou Roa e iniciou uma confusão em campo. Para o técnico Carlos Alberto Restrepo, o capitão brasileiro merecia ter sido expulso.

“Somos seres humanos. Às vezes, um ou outro lance pode escapar. O Neymar foi provocado durante praticamente todos os 45 minutos do primeiro tempo. Ele chegou mais firme naquele instante, como estavam fazendo com ele. Depois daquilo, não aconteceu mais. Como treinador, prefiro ver os 99% de lances em que o Neymar manteve o equilíbrio. Ele soube agir como capitão”, insistiu Micale.

O técnico ainda lembrou que o adversário era psicologicamente perigoso para Neymar. Foi contra a Colômbia, em uma joelhada de Zúñiga, que ele se contundiu na Copa do Mundo de 2014 e ficou fora dos humilhantes dois últimos jogos do Brasil. E, diante do mesmo oponente, protagonizou uma briga na Copa América de 2015 e acabou punido pela Conmebol.

“Por tudo isso, o Neymar foi muito bem emocionalmente nesse jogo”, afirmou Micale. Tecnicamente, o atacante também colaborou com a classificação brasileira. Foi dele o primeiro gol sobre a Colômbia, em uma cobrança de falta. Durante o jogo, os torcedores – que já gritaram o nome de Marta, estrela do time feminino, apenas para provocá-lo – o reverenciaram diversas vezes em Itaquera.

Portal Guaíra com informações da Gazeta Esportiva


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