A Polícia Militar de Francisco Alves foi acionada pelo Pronto Socorro da cidade na madrugada de sexta-feira (2), após uma adolescente dar entrada na unidade com lesões causadas supostamente por um abuso sexual. No local, os PMs foram informados pelo médico de plantão que uma adolescente de 17 anos, acompanhada de sua mãe, haviam dado entrada para atendimento. A menor apresentava hematomas na região do pescoço, que seriam ocasionados por ‘chupões’.

A PM informa que, segundo relato da adolescente, o autor seria um vereador da cidade. Ela ainda disse que possui um filho de 2 meses de idade, de um relacionamento extraconjugal com o vereador. E que antes do suposto abuso, ele teria ligado para ela pedindo para conversarem sobre assuntos relacionados a pensão do filho.

-------------- Notícia continua após a publicidade -------------

O relato segue informando que, quando o acusado chegou em frente a sua casa, a adolescente entrou no veículo Fiat Uno branco, de propriedade e adesivado com o logotipo da Prefeitura Municipal de Francisco Alves. Em seguida, eles saíram do local e foram até o pátio de um posto de combustíveis. Após breve diálogo, o vereador teria começado a dar ‘chupões’ no pescoço da jovem, sem seu consentimento e autorização. A adolescente disse que tentou se desvencilhar e fugir do vereador, dizendo que não queria manter tal relação, e que ele teria sacado um revólver de cor preta e mostrado para a mesma, para que ela não fugisse.

Ao ver o revólver, a menor achou que era de brinquedo e disse ao vereador que a arma era falsa. Ele teria retirado as munições e entregou para ela, no intuito de comprovar que a arma era verdadeira. A moça se sentiu ameaçada e permaneceu dentro do veículo. Em seguida, ela relatou que o vereador disse: “se denunciasse o fato, isso não iria ficar assim, e não iria ficar barato” e também que “não tem medo de polícia… aqui é bandido”.

Posteriormente, a mãe da adolescente ligou para saber do paradeiro dos mesmos e após uma discussão por telefone, eles saíram com o veículo até a casa da adolescente. Aos policiais, ela disse que, quando eles chegaram em sua casa, o vereador discutiu com sua mãe e alguns familiares, e tentou atropelá-los.

No Pronto Socorro, a adolescente e sua mãe afirmaram que constantemente são ameaçadas de morte pelo vereador. Ele é acusado de dizer que se a jovem “arrumar outra pessoa, o mesmo vai matá-la”.

Após ouvir os relatos, a equipe policial fez buscas pela cidade no intuito de localizar e prender o vereador, mas ele não foi localizado. O fato foi registrado e o boletim encaminhado para a 15ª Delegacia Regional de Iporã, juntamente com o laudo de leões corporais.

Investigação
O delegado Thiago Soares, responsável pela Delegacia de Iporã, disse a OBemdito que está fazendo os levantamentos iniciais sobre o caso. Na sequência será ouvida a vítima para “verificar se isso se concretiza”. Conforme o delegado, como se trata de uma menor, o procedimento de oitiva exige que um psicólogo acompanhe.

Portal Guaíra com informações do OBemdito