Um policial penal, lotado inicialmente na cadeia de Quedas do Iguaçu, foi um dos alvos de uma operação do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), na quarta-feira (23). Ele e mais três pessoas, entre eles um detento infiltrado, são suspeitos de manter um esquema de entrada de celulares no presídio.

O Gaeco cumpriu oito mandados judiciais em Quedas do Iguaçu e também em Francisco Beltrão, no Sudoeste do Paraná. Conforme investigação do Gaeco, iniciada em fevereiro, o agente concursado, que seria o líder do esquema, tinha ajuda de um agente, aprovado em Processo Seletivo Simplificado (PSS). Eles cobravam para facilitar a entrada de celulares na cadeia.

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O Gaeco diz que os dois ainda tinham a ajuda de um detento, que foi infiltrado na cadeia com este fim. Uma quarta pessoa, que não tem nenhum vínculo com o sistema penitenciário, ainda é investigada por supostamente emprestar a sua conta bancária para receber os valores de PIX referentes ao crime.

Por conta desta pessoa é que a investigação foi batizada de “Operação PIX”. O Gaeco ainda investiga para saber se esta pessoa sabia ou não do uso da conta bancária em seu nome.

O policial foi preso. No início, ele atuava em em Quedas do Iguaçu. Mas, neste meio tempo, foi transferido para Francisco Beltrão. O Gaeco continua investigando para ver se ele mantinha o esquema de entrada de celulares na cadeira nesta cidade.

O agente PSS não atua mais no sistema penitenciário. Além dos oito mandados judiciais, diversos celulares foram apreendidos no decorrer da investigação.

Portal Guaíra com informações da Ric Mais