O Grupo de Atuação Especial e Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público do Paraná (MP-PR), deflagrou uma operação nesta terça-feira (10) com mandados de prisão contra policiais militares suspeitos de desviar mercadorias apreendidas e de cobrar dinheiro para liberar “muambeiros”.

Segundo o Gaeco, foram cumpridos 12 mandados de prisão, sendo 10 contra policiais de Santa Terezinha de Itaipu, e outros dois contra pessoas que estavam envolvidas e colaboravam com o grupo investigado. Um mandado ainda está em aberto, pois o suspeito está foragido, segundo a Polícia Civil.

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Na manhã desta terça-feira, a operação também cumpriu 26 mandados de busca e apreensão. São 20 buscas em Santa Terezinha de Itaipu, incluindo a sede do Destacamento da PM, quatro em Foz do Iguaçu, uma em Cascavel e um mandado em São Miguel do Iguaçu, ambas no oeste do Paraná.

De acordo com o MP-PR, o grupo é suspeito pelos crimes de peculato, corrupção passiva, falsidade ideológica, prevaricação e lavagem de dinheiro. Se condenados pela Justiça por todos os crimes, os policiais podem pegar mais de 30 anos de prisão.

Segundo a PM, está sendo realizado um estudo de remanejamento de policiais da região para Santa Terezinha de Itaipu.

A Polícia Militar informou que sempre está atenta aos casos de desvios de conduta e que apoia investigações como as realizadas pelo Gaeco.

Destacou ainda que é importante a sociedade não ter a ideia de que criminosos fazem parte da corporação, pois a finalidade da PM é o combate desse tipo de conduta.

Os PMs suspeitos estão à disposição da Justiça, e a polícia realiza processos administrativos para analisar a conduta de cada um deles.

Operação
As investigações começaram há mais de um ano e contaram com a colaboração de contrabandistas para o levantamento de informações.

De acordo com o Gaeco, os policiais cobravam dinheiro de pessoas para liberar a passagem de pessoas com produtos sem pagar impostos devidos e desviavam parte das apreensões realizadas. Os produtos apreendidos ilegalmente seriam colocados

O grupo vendia mercadorias apreendidas, usando pessoas próximas ou familiares. O dinheiro da venda era dividido entre os integrantes do esquema.

As informações são do G1