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“Mato Grosso do Sul se transformou em uma terra sem lei, onde o direito de propriedade e à segurança, garantidos pela Constituição Federal, são ignorados com invasões anunciadas e consumadas em série”. A afirmação é do presidente da Federação da Agricultura e Pecuária de MS, Eduardo Riedel, referindo-se à tensão e violência geradas pelos indígenas no último final de semana. “Há uma omissão generalizada dos poderes constituídos, deixando um vácuo que põe em risco a ordem e a democracia brasileira”, completa o dirigente.

Armados com arco, flecha e foices, indígenas da etnia Guarani Kaiowá invadiram pelo menos nove propriedades privadas na zona rural de Japorã (MS) desde a última sexta-feira (25), causando destruição e gerando medo nas sedes das fazendas. De acordo com os produtores, os indígenas ordenaram a saída dos trabalhadores rurais das fazendas Chaparral e São José e armaram barracas, impedindo a retirada do gado das propriedades. Foram registrados boletins de ocorrência na delegacia de polícia de Mundo Novo.

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A Polícia Federal esteve no local no último sábado, mas não houve acordo para que os índios se retirassem. Pelo contrário, na manhã de domingo os indígenas intensificaram invasões. “O produtor rural fica a mercê dessa violência aberta, escancarada, completamente desprotegido diante da inoperância do Governo Federal, das polícias e da Justiça Brasileira”, afirma Riedel.

O proprietário da Fazenda São José, em Japorã, Ivagner Varago, invadida neste domingo, relata a ação violenta dos indígenas. “Entraram na propriedade, expulsaram meus funcionários e mataram gado. A situação está insustentável. Tenho receio que os produtores se unam para uma providência no mesmo nível”, afirma Varago.

Os indígenas da aldeia Porto Lindo, na região de Japorã, pretendem expansão da área de 1.649 hectares para 9.454, um aumento de 473%, terra que denominam Yvy Katu.

*O texto de outras fontes não representam necessariamente as opiniões do Portal Guaíra, mas são reproduzidos por abordarem questões consideradas relevantes para o debate público.

Fonte: Campo Grande News