Fanini: últimos repasses teriam sido feitos por intermediário de operador financeiro do esquema (Foto: reprodução/TV)
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Na denúncia que embasou a nova prisão do ex-governador Beto Richa (PSDB), ontem, dentro da Operação Quadro Negro, que investiga desvio de recursos para construção e reforma de escolas, o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) afirma que os pagamentos do grupo político do tucano para a suposta “compra” de silêncio do delator do caso, o ex-diretor-geral da Secretaria de Estado da Educação, Maurício Fanini, teriam seguido até agosto de 2017.

Fanini foi preso a primeira vez, em julho de 2015, mas foi solto dez dias depois. Acabou sendo detido novamente em setembro de 2017. De acordo com a denúncia, para evitar que ele firmasse acordo de delação e contasse o que sabia sobre o esquema, o ex-governador teria encarregado o empresário Jorge Atherino – apontado como operador financeiro do grupo – a fazer repasses mensais ao ex-diretor.

Inicialmente, segundo o Gaeco, entre janeiro e abril de 2.017 “Atherino efetuou quatro repasses mensais, mas de menor valor, que totalizaram a quantia de R$ 16.000,00 (dezesseis mil reais) em espécie”, a Fanini. Depois disso, o empresário, utilizando-se de intermediários, ainda teria feito mais dois repasses ao ex-diretor da secretaria, de R$ 8 mil cada, no Graciosa Country Club, no bairro do Cabral, em Curitiba, “sendo a primeira no final do mês de junho de 2.017 e a segunda no início do mês de agosto de 2.017”, afirma o MP.

Portal Guaíra com informações do Bem Paraná


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