Uma informação levada ao Departamento Agrário da Amop (Associação dos Municípios do Oeste do Paraná) está preocupando a bancada de prefeitos.

O prefeito de Guaíra, coordenador do Departamento Agrário da Amop auxilia nas negociações e na medição de conflitos
O prefeito de Guaíra, coordenador do Departamento Agrário da Amop
auxilia nas negociações e na medição de conflitos (foto: Ailton Santos)

Em reuniões realizadas com líderes de sindicatos rurais patronais, o grupo foi informado que os agricultores pensam em atitudes extremas caso o governo federal não se posicione e não agilize a medição de conflitos envolvendo ruralistas e indígenas na região quanto às invasões de terras.

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Entre as propostas apresentadas pelo setor produtivo, uma delas pode estar muito próxima de ser colocada em prática. Os agricultores estariam se organizando para uma megamobilização.

Fala-se em um protesto nacional que começaria pela região Oeste, migraria para o Mato Grosso do Sul, que também enfrenta esses mesmos problemas, e se estenderia, como forma de solidariedade, para outros estados altamente agricultáveis. “Conversei com líderes ruralistas e pedi para que a mobilização não fosse feita ainda, mas eles me pareceram bastante determinados”, argumentou o prefeito de Guaíra e coordenador do Departamento, Fabian Vendruscolo (PT).

O protesto pede sensatez ao governo para a demarcação de terras já que uma das reivindicações que em tese havia sido firmada por líderes indígenas seria de 100 mil hectares somente no Oeste.

Uma reunião realizada em Brasília no início do mês levou à mesa de debates Ministério da Justiça, Casa Civil, Funai (Fundação Nacional do Índio) e prefeitos da região. O encontro não surtiu efeitos imediatos, mas a Presidência da República pediu 90 dias para dar respostas. Durante esse período também serão analisados laudos antropológicos para então emitir pareceres.

Os 90 dias seriam tempo suficiente para que os agricultores definissem outra medida, dessa vez mais drástica. O segmento ameaça, para a próxima safra de verão, redução de área a ser plantada. O objetivo é estimular a diminuição no plantio e forçar um desabastecimento de grãos. “Essa seria uma forma de protestarem, pressionarem e chamarem a atenção para um problema que está mais calmo nesse momento, mas que não foi resolvido e não deixou de existir”, avalia Fabian.

Funai tenta instalar núcleo em Santa Helena

O prefeito de Guaíra, Fabian Vendruscolo, ao lado do de Terra Roxa, Ivan Reis da Silva (PP), são os que possuem problemas mais salientes quando o assunto se refere às invasões indígenas, mas há pouco tempo outra cidade do Oeste passou a lidar com a situação com mais cautela.

Segundo o presidente do Consórcio Intermunicipal de Segurança e Cidadania que abrange 18 municípios do Oeste do Paraná e do Mato Grosso do Sul, prefeito de Marechal Cândido Rondon, Moacir Froehlich (PMDB, recentemente um grupo composto pro aproximadamente 40 pessoas vindo do Paraguai se identificou como indígena e teria tentado ocupar uma área na base náutica em Santa Helena.

Funai tenta instalar núcleo em Santa Helena

O prefeito de Guaíra, Fabian Vendrúsculo, ao lado do de Terra Roxa, Ivan Reis da Silva (PP), são os que possuem problemas mais salientes quando o assunto se refere às invasões indígenas, mas há pouco tempo outra cidade do Oeste passou a lidar com a situação com mais cautela.

Segundo o presidente do Consórcio Intermunicipal de Segurança e Cidadania que abrange 18 municípios do Oeste do Paraná e do Mato Grosso do Sul, prefeito de Marechal Cândido Rondon, Moacir Froehlich (PMDB, recentemente um grupo composto pro aproximadamente 40 pessoas vindo do Paraguai se identificou como indígena e teria tentado ocupar uma área na base náutica em Santa Helena.

Ele destaca que a situação chamou ainda mais a atenção e colocou os demais gestores em alerta. “Aos poucos, isso pode se alastrar. Sem contar que se de fato forem demarcados os 100 mil hectares todo o setor produtivo do Oeste será atingido”, relatou.

Na carta entregue pelo Consórcio à presidente Dilma Rousseff no mês passado estava o relato desses casos. Em um dos trechos do documento líderes esclarecem ao governo federal que “recentemente também iniciou processo semelhante ao de Guaíra e Terra Roxa de ocupação indígena na cidade de Santa Helena, o que aumenta a preocupação”.

Segundo o presidente do Consórcio Intermunicipal de Segurança e de Cidadania, Moacir Froehlich, a cada dia a preocupação aumenta
Segundo o presidente do Consórcio Intermunicipal de Segurança e de Cidadania,
Moacir Froehlich, a cada dia a preocupação aumenta

“Alertamos que eventual instalação de área indígena nesses locais pode desconstruir os avanços e todo o processo de desenvolvimento iniciado há quase sete décadas, o qual consolidou a fronteira paranaense em um dos celeiros de grãos do País, aliado à intensa atividade avícola e onde estão instaladas milhares de famílias de agricultores e produtores rurais”, alertaram os prefeitos no documento.

Ainda de acordo com Froehlich, recentemente a Funai se manifestou alegando que pretendia instalar uma base na cidade de Santa Helena. O Consórcio se manifestou contrário à medida e desde então essa proposta não avançou mais.

Indígenas

Um dos temas mais aguardados da pauta da reunião do dia 23 vai ser apresentado pelo diretor de Assuntos Agrários da Amop (Associação dos Municípios do Oeste do Paraná) e prefeito de Guaíra, Fabian Vendruscolo. Ele repassará novidades sobre Demarcação de terras indígenas. Mais detalhes sobre a reunião executiva da Caciopar podem ser conseguidas pelos telefones (45) 3321-1416, com Felipe Pasa, ou 3321-1449, com Rosane Schulz Ferreira.

Fonte: Juliet Manfrin / O Paraná