O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), disse que seria “desproporcional” cassar o mandato da agora ex-presidente Dilma Rousseff e, além disso, deixá-la impedida de ocupar cargos públicos.

“Ela já foi punida, afastada, mas não inabilitada”, disse Renan neste sábado (3), em Hangzhou, onde integra a comitiva presidencial que viajou à China para a cúpula do G20, que começa neste domingo (4).

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Em sessão na última quarta-feira (31), o Senado votou por condenar a petista por crime de responsabilidade pelas chamadas “pedaladas fiscais” e aprovar seu impeachment. Em uma segunda votação, em sequência, os senadores decidiram pela manutenção do direito de Dilma de exercer funções públicas.

Sobre a reação de estranhamento de Dilma ao fatiamento do julgamento do seu impeachment, o senador afirmou ser natural. “Claro que ela não se sente contemplada por isso, ela queria não ter sido afastada.”

Renan voltou a dizer que o caso não abre precedente para outras votações no Congresso. Aliados do ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha (PMDB-RJ) tentam usar o fatiamento da votação do impeachment para reduzir a punição do peemedebista. “Nenhuma [brecha] para Eduardo Cunha e Delcídio [do Amaral]”, disse.

Sobre os protestos contra a votação do impeachment, Renan disse ser “da democracia”. “Você imaginar, há dois anos, uma circunstância de desaparelhamento do PT do Estado, a reação que se imaginaria seria maior.”

O senador defendeu, ainda, a reforma política como forma de garantir a governabilidade.

Portal Guaíra com informações do Correio do Estado