Dilceu Sperafico, Deputado Federal (PP)
Dilceu Sperafico, Deputado Federal (PP)
Dilceu Sperafico, Deputado Federal (PP)

O deputado federal Dilceu Sperafico (PP-PR) disse em entrevista ao G1 no sábado (7) que ficou “surpreso” ao ver seu nome na lista dos 47 políticos suspeitos de participação no esquema de corrupção da Petrobras revelado pela Operação Lava Jato. A lista completa foi divulgada na noite de sexta-feira (6) pelo ministro Teori Zavascki, do Supremo Tribunal Federal (STF), que autorizou a abertura de inquérito para investigar o grupo. A entrevista de Sperafico foi concedida em Toledo, onde mora com a família.

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A participação de autoridades com foro privilegiado no esquema investigado pela Operação Lava Jato foi revelada nas delações premiadas do ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa e do doleiro Alberto Youssef.

Eu recebi com muita surpresa. Acreditava jamais estar nesta lista. Até porque a delação premiada do doleiro Alberto Youssef e do Paulo Roberto Costa são pessoas que eu nunca tive nenhum contato. Nunca conversei e os conheço apenas pela televisão. Eu também nunca tive contato com nenhuma empreiteira porque não é o meu ramo. No Congresso Nacional eu trato do agronegócio brasileiro“, relatou o deputado federal.

Segundo o Ministério Público Federal (MPF), o doleiro Alberto Youssef citou Sperafico em depoimento e disse que ele fazia parte de um grupo de parlamentares de seu partido que recebiam entre R$ 30 mil e R$ 150 mil por mês de propina.

Os políticos paranaenses Gleisi Hoffmann (PT-PR), senadora e ex-ministra e o deputado federal Nelson Meurer (PP-PR) também foram citados na lista.

Sobre Meurer, Youssef teria afirmado em depoimento que o deputado recebeu R$ 4 milhões para financiamento de campanha em 2010. O parlamentar também faria parte do núcleo político do PP que recebia repasses de R$ 250 mil a R$ 300 mil mensais. O deputado não foi encontrado pela reportagem para comentar o assunto.

Já a senadora Gleisi foi citada em um depoimento de Paulo Roberto Costa. Segundo ele,  houve pagamento indevido de R$ 1 milhão para a senadora, por meio do Youssef, a pedido do então ministro Paulo Bernardo, para “auxílio” na campanha ao Senado em 2010.

A ex-ministra disse ter ficado “triste”, mas “tranquila” com a decisão. “A investigação é oportunidade de esclarecimento dos fatos e espero que seja a forma de acabar com o julgamento antecipado. Não conheço e jamais mantive contato com Paulo Roberto Costa e Alberto Youssef”, disse.

A presidente Dilma Rousseff (PT) e o senador Aécio Neves (PSDB), adversário na disputa eleitoral de 2014, ficaram fora das investigações que tramitarão no Supremo Tribunal Federal (STF) para apurar envolvimento de políticos no esquema de corrupção.

Portal Guaíra com informações do G1