Sem citar diretamente o assassinato de um dirigente petista em sua festa de aniversário em Foz do Iguaçu (PR), o presidente Jair Bolsonaro (PL) publicou uma postagem em seu Twitter pedindo “Que as autoridades apurem seriamente o ocorrido e tomem todas as providências cabíveis, assim como contra caluniadores que agem como urubus para tentar nos prejudicar ‘24 hora’ [sic] por dia”.

O presidente republicou uma postagem de 2018, dizendo que dispensa “qualquer tipo de apoio de quem pratica violência contra opositores”. “A esse tipo de gente, peço que por coerência mude de lado e apoie a esquerda, que acumula um histórico inegável de episódios violentos”, acrescentou.

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“É o lado de lá que dá facada, que cospe, que destrói patrimônio, que solta rojão em cinegrafista, que protege terroristas internacionais, que desumaniza pessoas com rótulos e pede fogo nelas, que invade fazendas e mata animais, que empurra um senhor num caminhão em movimento”, continuou Bolsonaro.

Bolsonaro disse ainda que “falar que não são esses e muitos outros atos violentos mas frases descontextualizadas que incentivam a violência é atentar contra a inteligência das pessoas”. “Nem a pior, nem a mais mal utilizada força de expressão, será mais grave do que fatos concretos e recorrentes”, destacou.

Além de Bolsonaro, os outros pré-candidatos à Presidência da República neste ano também se manifestaram pelas redes sociais lamentando o crime. Apenas José Maria Eymael (DC) não se pronunciou.

Filho mais velho do presidente, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) escreveu, também pelo Twitter, que “repudia o atentado contra a vida do guarda municipal de Foz do Iguaçu”. “Um ato isolado e irresponsável, que absolutamente nada tem a ver com as pautas que defendemos para o Brasil. Não somos assim, não precisamos de mais “Adélios”, não podemos e não vamos nos igualar à esquerda”, disse o parlamentar, referindo-se ao homem que esfaqueou o então candidato Jair Bolsonaro durante ato de campanha em 2018.

Na mesma postagem, Flávio anexou um vídeo em que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) agradeceu ao ex-vereador de Diadema Manoel Eduardo Marinho, o Maninho do PT, acusado e processado por tentativa de homicídio contra o empresário Carlos Alberto Bettoni. Em 2018, a vítima foi agredida depois de gritar ofensas contra o PT em frente ao Instituto Lula, em São Paulo. Maninho empurrou o empresário, que bateu a cabeça em um caminhão que passava no local. Ele sofreu traumatismo craniano.

O crime
O guarda municipal Marcelo Arruda teve a festa de aniversário invadida pelo agente penitenciário federal Jorge José da Rocha Guaranho na noite deste sábado (9). Arruda é membro da direção do PT em Foz do Iguaçu e tinha a decoração da festa de comemoração dos seus 50 anos em homenagem ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e ao partido.

Segundo testemunhas, Guaranho foi até o local gritando o nome de Bolsonaro. Foi pedido que ele deixasse o local e ele avisou que voltaria. Arruda, então, foi até seu carro e pegou a arma. Cerca de 20 minutos depois, o agente penitenciário voltou e atirou em Arruda, que conseguiu revidar e atirar de volta. O aniversariante morreu, enquanto Guaranho foi encaminhado ao hospital em estado grave.

Política - Dispensamos apoio de quem pratica violência, diz Bolsonaro • Portal Guaíra

As informações são da CNN Brasil