A rebelião durou mais de 24 horas (foto: Átila Alberti)
ad

Após pouco mais de 24 horas, a rebelião na Penitenciária Estadual de Piraquara II (PEP II) terminou na tarde de sábado (13) com a transferência de 43 presos para outras penitenciárias do Estado. Os reféns, assim como os dois agentes penitenciários que estavam nas mãos dos rebelados, não tiveram nenhum ferimento físico. A Secretaria de Estado da Justiça, Cidadania e Direitos Humanos emitiu nota oficial sobre o término da rebelião afirmando que vão garantia imediatamente os benefícios legais pedidos durante o motim, também reivindicado pelos presos.

Segundo a Secretaria de justiça, dez presos foram levados para unidades do interior do Paraná, 23 para presídios do próprio Complexo Penitenciário de Curitiba e Região Metropolitana e 10 para prisões de Santa Catarina em razão de condenações naquele Estado.

O primeiro agente penitenciário foi libertado por volta das 13 horas e o segundo as 16h30. Em seguida os presos rebelados se recolheram às celas e a Polícia Militar iniciou a vistoria. De acordo com a nota oficial, o motim ficou concentrado apenas no Bloco 3 da PEP II (que tem mais dois blocos), destinado a presos não integrantes de facções e com perfil diferenciado, inclusive uma galeria com apenados com curso superior.

O grande porte dos presídios como os de Cascavel (PEC), Cruzeiro do Oeste (PECO) e Penitenciária Estadual de Piraquara (PEP II) com capacidade para mais de 1.000 presos é um fator que gera complexidade no controle de rebeliões. Uma ampla investigação sobre todos os motins e rebeliões que aconteceram no Paraná nos últimos meses já está em curso, diz a nota oficial.

Negociações

As negociações para o fim da rebelião envolveram o Departamento de Execução Penal (Depen) da Secretaria de Estado da Justiça, Cidadania e Direitos Humanos, a Secretaria da Segurança Pública, Polícia Militar, Poder Judiciário, Defensoria Pública, Ministério Público e representantes da OAB.

Participaram também das negociações a Dra. Isabel Mendes e Dra. Elisabeth Subtil, como representantes do Conselho da Comunidade na Execução Penal de Curitiba. Como representante da Defensoria Pública do Estado, participou o Dr. Henrique Camargo Cardoso.

O juiz da 2ª. Vara de Execuções Penais, Moacir Antônio Dala Costa, acompanhou as negociações e concedeu 20 benefícios, sendo cinco alvarás de soltura e 15 progressões de regime para a Colônia Penal Agrícola para presos da PEP II.

Os juízes Eduardo Lino Bueno Fagundes, da 1ª. Vara de Execuções Penais, e Moacir Dala Costa, da 2ª. Vara de Execuções Penais realizam mutirões mensais no Complexo Penal de Piraquara, com a participação da Defensoria Pública, Ministério Público e Conselhos, com o apoio do DEPEN, para avaliar a situação jurídica dos mais de 7.000 presos do Complexo.

Entre 25 e 28 de agosto a Justiça realizou um mutirão carcerário na PEP II, concedendo benefícios para 101 apenados. No Complexo Penal de Piraquara foram concedidos benefícios a 413 presos no mutirão.

Penitenciária Estadual de Piraquara II

A PEP II foi inaugurada em 2006 e é uma das maiores unidades do sistema prisional do Paraná, com 1.108 vagas, estava dentro da capacidade e sem superlotação. A unidade conta com 7 agentes penitenciários para cada interno.

A rebelião durou mais de 24 horas (foto: Átila Alberti)

Fonte: Banda B
Foto: Átila Alberti


CLINICA SALUTAR