Jair Bolsonaro, Presidente da República

A aprovação do presidente Jair Bolsonaro está neste momento no patamar mais elevado desde que seu governo começou, em janeiro de 2019. O dado, já mostrado pelo PoderData, foi confirmado em pesquisa do Datafolha divulgada na 5ª feira (13).

De acordo com o levantamento, realizado de 11 a 12 de agosto, 37% dos brasileiros consideram o governo bom ou ótimo. Na pesquisa anterior, feita de 23 a 24 de junho, o percentual dos que aprovavam a gestão Bolsonaro era de 32%.

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A proporção de brasileiros que desaprovam o atual governo caiu de 44% para 34% de uma pesquisa a outra. Os percentuais indicam que há empate técnico entre os grupos que aprovam e desaprovam Bolsonaro, dentro da margem de erro de 2 pontos percentuais.

Tanto a aprovação recorde de Bolsonaro quanto o empate entre os 2 grupos já haviam sido apontados pelo PoderData. A divisão de estudos estatísticos do Poder360, que monitora a avaliação do trabalho do presidente e outras questões de interesse público a cada 15 dias, mostra que 45% aprovam e 45% desaprovam o governo.

A pesquisa Datafolha foi realizada por telefone, com 2.065 pessoas. O último levantamento PoderData, feito de 3 a 5 de agosto, ouviu 2.500 brasileiros, também por telefone. Leia mais sobre as metodologias adotadas no fim deste texto.

AUXÍLIO EMERGENCIAL
A pesquisa divulgada pelo Datafolha também confirma o melhor desempenho de Bolsonaro junto aos beneficiários do auxílio emergencial pago pelo governo durante a pandemia.

Nesse grupo, são 42% os que classificam o trabalho de Bolsonaro como ótimo ou bom, de acordo com o Datafolha. É 6 pontos percentuais superior à taxa dos que disseram não receber o coronavoucher (36%).

A empresa de pesquisas mostra ainda que os percentuais de aprovação do governo são maiores entre os homens (42%), quem tem de 35 a 44 anos (45%) e moradores da região Sul (42%). E que a desaprovação de Bolsonaro é maior entre mulheres (39%), entre quem completou o ensino superior (47%), e entre quem ganha 10 salários mínimos ou mais (47%). Essa estratificação, mais uma vez, confirma o que constatou o PoderData.

METODOLOGIA
O Datafolha informou que sua pesquisa foi realizada por meio de ligações telefônicas apenas “para aparelhos celulares, utilizados por cerca de 90% da população”.

Segundo a empresa de pesquisas do jornal Folha de S.Paulo, as entrevistas são realizadas por telefone “por profissionais treinados”, que aplicaram “questionários rápidos, sem utilização de estímulos visuais”.

Foram entrevistados, diz o Datafolha, 2.065 adultos “que possuem telefone celular em todas as regiões e Estados, em 11 e 12 de agosto”. A margem de erro é de 2 pontos percentuais.

No caso do PoderData, a pesquisa tem uma base mais ampla e é mais impessoal. Foram entrevistadas 2.500 pessoas de 3 a 5 de agosto, por meio de ligações para celulares e telefones fixos em 512 municípios, nas 27 unidades da Federação.

A escolha dos números a serem contatados pelo PoderData é feita de maneira aleatória. Os dados coletados são depois ponderados considerando a localização de cada entrevistado, a idade, renda, escolaridade e idade. A margem de erro é de 2 pontos percentuais.

Quando uma pesquisa utiliza uma base de telefones fixos e celulares (metodologia do PoderData) e não apenas celulares (Datafolha), a tendência é atingir uma parcela mais ampla da população.

O PoderData adota uma metodologia completamente informatizada. O entrevistado interage com uma gravação e responde por meio de opções digitadas no teclado do telefone. Isso garante que todos os entrevistados ouçam as perguntas exatamente com a mesma entonação de voz –na realidade, a mesma voz.

Esse grau de impessoalidade não acontece quando entrevistadores humanos são recrutados para conduzir as perguntas –por mais treinados que sejam, a pessoa que responde sempre pode ser influenciada pelo viés da voz de quem aplica o questionário.

As informações são do Poder360