Richa: decisão foi tomada em processo que investiga suspeita de favorecimento à concessionária de pedágio Econorte (Foto: Geraldo Bubniak)

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O juiz Friedmann Anderson Wendpap, da 1ª Vara Federal de Curitiba, determinou ontem o bloqueio de bens do ex-governador Beto Richa (PSDB) e mais dezesseis pessoas além de duas empresas no valor de R$ 19,96 milhões, no âmbito da operação Integração, fase da Lava Jato que investiga um esquema de corrupção no pedágio. Richa e os demais envolvidos são acusados pelo Ministério Público Federal de improbidade administrativa, pela suposta participação em um esquema de pagamento de propina da concessionária Econorte por políticos e agentes públicos, em troca de aditivos contratuais, com cancelamento de obras e aumento de tarifas. O bloqueio foi pedido como forma de garantir o ressarcimento dos cofres públicos pelos prejuízos causados com o esquema, em caso de condenação.

No mês passado, o juiz da 23ª Vara Federal de Curitiba, Paulo Sérgio Ribeiro, já havia acatado outro pedido de bloqueio de bens de até R$ 2 milhões contra Richa e outras seis pessoas investigadas na operação Piloto, também do MPF, que investiga suspeitas de fraude em uma licitação para a duplicação da PR-323 (região Noroeste). O tucano e outros doze investigados também foram alvo em outubro de 2018 de uma decisão da Justiça Estadual, que determinou a indisponibilidade dos bens dos investigados na operação Quadro Negro, do Ministério Público do Paraná, que investiga um esquema de desvio de recursos para construção e reforma de escolas públicas.

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Portal Guaíra com informações do Bem Paraná