O Tribunal de Justiça do Paraná (TJ-PR) reduziu em quatro anos a pena do ex-diretor-geral da Assembleia Legislativa do Paraná (Alep) Abib Miguel, conhecido como Bibinho, por crimes de lavagem de dinheiro.

Com isso, a pena de 255 anos e seis meses passou para 251 anos e seis meses após a absolvição de um dos crimes. A defesa do ex-diretor da Alep preferiu não se manifestar.

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O julgamento do recurso pela 2ª Câmara Criminal do TJ-PR ocorreu nesta quinta-feira (18) e durou cerca de 4 h. O relator do caso foi o desembargador Laertes Ferreira Gomes.

Em junho de 2018, Bibinho havia sido condenado por 59 atos de lavagem de dinheiro, cometidos entre 2000 e 2010, em sentença do juiz José Daniel Toaldo, da 4ª Vara Criminal de Curitiba.

Conforme a decisão da primeira instância, os crimes de lavagem de dinheiro foram cometidos por uma organização criminosa comandada por Bibinho.

Dos 11 denunciados, além de Bibinho, outras sete pessoas foram condenadas – entre elas, a mulher, duas filhas e um filho do ex-diretor -, duas absolvidas e uma morreu durante o processo.

Esquema de desvio
A denúncia do Ministério Público do Paraná (MP-PR) apontou que o ex-diretor comandou um esquema de desvio de dinheiro da Alep entre 1997 e 2014. A promotoria apurou que foram desviados cerca de R$ 260 milhões, em valores atualizados, por meio de 97 funcionários fantasmas.

Bibinho pagou para que algumas pessoas cedessem nomes para figurarem como funcionários, segundo o MP-PR. Outros nomes foram inseridos nas folhas de pagamento com o uso de documentos obtidos sem o conhecimentos dos envolvidos.

Ainda de acordo com a promotoria, os pagamentos desses funcionários fantasmas eram desviados pelo ex-diretor-geral, que transferia os valores para contas pessoas, de parentes e amigos, além de usar os recursos para pagamento de despesas e investimentos.

O MP-PR aponta ainda que parte do dinheiro era destinado à compra de propriedades rurais, cuja exploração gerava renda com aparência lícita apresentada para dissimular a origem do dinheiro desviado.

Portal Guaíra com informações do G1