Um homem foi preso por tentativa de feminicídio ao espancar e atirar contra a ex-companheira, uma mulher de 31 anos, em Fazenda Rio Grande, na Região Metropolitana de Curitiba. O crime foi registrado entre a madrugada e a manhã desta quinta-feira (14). O suspeito chegou a fazer uma chamada de vídeo para a mãe da vítima, mostrando que estava torturando a ex-esposa e dizendo que ia matá-la. Por sorte, os tiros não atingiram a mulher, mas ela teve ferimentos por todo o corpo.

A vítima relatou que chegou em casa de madrugada, foi dormir e foi acordada pelo ex-companheiro, que a agrediu, atirou contra ela na frente dos filhos do ex-casal e ligou para a família da mulher, dizendo que iria matá-la. “Foi o pior dia da minha vida, cheguei do meu trabalho às 4h, fui acordada com violência, vinha de dois anos de separação, a pessoa não aceitava o fim do relacionamento”, contou a mulher.

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A Guarda Municipal foi acionada pela família da vítima e conseguiu impedir que uma tragédia ainda maior acontecesse. “Foi averiguado aí que o rapaz, o agressor, estava com uma arma de fogo ameaçando a vítima, a esposa, disse que ia matar a mesma e que posteriormente tinha a intenção de se matar”, relatou uma agente.

O irmão da vítima foi até a delegacia e, indignado, contou que o suspeito trabalha como socorrista do Samu.

“Agrediu a minha irmã, assim, tem que ser preso, é uma pessoa que trabalha na área da saúde, trabalha no Samu, passou em concurso público para a Guarda Municipal e não tem condição psicológica, não tem moral para trabalhar na rua. Como o cara agride a própria mulher, que é casado há 10 anos, já agrediu a minha mãe, a gente tem relatos de que agrediu o pastor da igreja, como que trabalha na rua? Começou a fazer parte de um clube de tiro e se achou na autoridade de fazer o inferno na vida da minha irmã,” disse o irmão da vítima.

O irmão da mulher agredida relatou que o homem a proibia de estudar, monitorava suas atitudes e tinha ciúmes da esposa. “Ciúmes possessivo, possessivo mesmo, coisa fora do normal, minha irmã não pode estudar, não pôde desde que ela se uniu a ele, ela não pôde estudar, ele prestou concurso, faz faculdade, a vida dele não parou, a dela teve que ser parada”.

“Não é só agressão física, né, mas sim agressão psicológica, nos pequenos detalhes que a gente vê agressão, mas vai deixando passar. Graças a Deus, e a polícia que chegou a tempo, eu não sou mais uma vítima morta, mas eu continuo sendo a vítima de uma tentativa de feminicídio,” desabafou a vítima.

O homem foi preso e encaminhado para a delegacia. Ele responde por tentativa de feminicídio.

Portal Guaíra com informações da Ric Mais