Enquanto alguns esperam, Khaled Saleh, de 22 anos, corre contra o tempo para oferecer doces de até R$ 2 aos motoristas e passageiros, no Centro de Medianeira, no oeste do Paraná. Aos que passam por ali, fica fácil descobrir o objetivo dele com as vendas no semáforo, segurando um cartaz que diz: “Me ajude a casar”.

O motivo do jovem se expor no trânsito há quatro meses tem nome, se chama Jennifer Rodrigues, de 23 anos. Ela e o namorado estão juntos há dois anos e estão se organizando para o casamento desde 2020.

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“É um sonho dela, e vou fazer tudo o que for preciso para realizar isso para ela”, contou .

Khaled trabalhava em um restaurante e Jennifer em uma farmácia, mas por causa da pandemia os dois ficaram desempregados. Mesmo assim, não quiseram desistir do casamento.

“Eu sempre tive lábia para vender qualquer coisa. Eu via as pessoas vendendo no semáforo e pensei em fazer também. Aí coloquei a plaquinha para chamar mais atenção”, relembrou.
Enquanto estão sem emprego, os dois cortaram vários custos e fazem de tudo para manter a casa onde moram juntos: “Quando o cinto aperta, a gente vê que é amor mesmo”, disse Khaled.

Atualmente, do dinheiro que ganham no semáforo, 60% é usado para pagar as contas e 40% fica guardado para o casamento.

“É um trabalho difícil, um pouco cansativo. Ouvir o ‘não’ das pessoas não é problema. Só que algumas pessoas têm preconceito e acham que é para usar drogas. Outras acabam falando coisas desnecessárias, como do tipo: ‘Pra que casar? Você vai se arrepender, não faz isso com a sua vida’.”

Khaled contou que a data do casório ainda não está marcada por causa da pandemia, mas a previsão é de que seja realizado em julho: “Será algo simples, só com a família e amigos próximos, mas com tudo que tem direito. Terno, vestido branco e cerimonialista.”

O casal contou que se conheceu em um trabalho, quando Khaled enfrentava a depressão. Para ele, todo esforço vale a pena porque Jennifer lhe deu um novo sentido de vida.

“Ela apareceu como uma luz no fim do túnel para mim, ela literalmente me salvou, porque naquela época eu não tinha propósito algum e ela mudou tudo isso.”

Portal Guaíra com informações do G1