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[dropcap color=”#81d742″]A[/dropcap] Secretaria de Saúde de Cascavel realizou, na manhã de quarta-feira (14) uma coletiva de imprensa, sobre a morte de um macaco na região do Lago.

O caso aconteceu ainda no domingo. O animal não tinha sinais de violência e foi realizada coleta de material para exame, que identificará se o bicho foi vítima ou não de febre amarela.

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A morte da fêmea, de seis ou sete anos, sem nenhuma lesão indicativa do caso da morte e sem sinais de amarelamento – que é comum nos casos de febre amarela – desencadeou o protocolo para os casos.

Segundo o secretário de Saúde, na segunda-feira já foi realizada a varredura na região em busca de outros animais mortos.

Ainda hoje o laboratório para onde as amostras foram enviadas deve dizer qual o prazo para que o resultado seja entregue.

O protocolo estabelece que uma área de 400 metros ao redor do local da morte do animal recebe ação extra, pois esta é a metragem que o mosquito que possa estar infectado é capaz de voar. O macaco não é transmissor da doença, mas vítima assim como os seres humanos.

“Os macacos normalmente são afetados antes dos seres humanos, por isso a morte de macacos é um sinal de alerta para que possamos antecipar estas ações como estamos fazendo neste momento”.

Em 2005 houve um caso parecido, onde o zoológico chegou a ser fechado, mas neste caso não existe a indicação para isolar a área. Mantém-se a indicação de não levar animais domésticos ao lago.

“Os animais domésticos podem facilitar a transmissão de várias doenças e a recomendação já existia. Por enquanto não há nenhuma restrição para as visitas ao parque”

Mosquito
O que causa maior preocupação é que o índice de infestação do Aedes aegypti em Cascavel está muito acima do preconizado. O Ministério da Saúde indica que o mosquito seja encontrado em, no máximo 1% das residências, mas, no levantamento feito em janeiro o percentual foi de 5,8% em Cascavel, chegando a 12,6% em algumas regiões da cidade.

Se o vírus da febre amarela de fato estiver circulando na cidade, com esta quantidade de mosquito a chance de epidemia é altíssima. Assim, a melhor forma de evitar a epidemia é eliminando o mosquito.

Vacina
A imunização contra febre amarela ocorre em uma única dose atualmente aplicado nos bebês com nove meses. A secretaria de Saúde acredita que a grande maioria da população está imunizada.

“As pessoas devem buscar suas carteiras de vacina, porque muitas vezes as pessoas não lembram que já tomaram a vacina. Até o ano passado havia recomendação de reforço a cada dez anos, mas a recomendação não existe mais. Muitos estão procurando as unidades de saúde para tirar dúvidas. O número de pessoas que não tomou a vacina, no entanto, é muito pequeno”.

Coletiva
Participaram da coletiva: secretário de Saúde, Rubens Griep, Beatriz Tambosi (diretora de Vigilância em Saúde); Luiz Eduardo (médico veterinário em Saúde Ambiental); Paula Lis (médica veterinária em Saúde Ambiental); Dra Maria Fernanda Ferreira (médica da Vigilância Epidemiológica) e Ali Haidaar (gerente da Atenção Básica).

Portal Guaíra com informações da CGN