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A executiva paranaense do Partido dos Trabalhadores (PT) suspendeu, nesta segunda-feira (26), o assessor especial da Casa Civil e também ex-prefeito de Realeza, no sudoeste do Paraná, Eduardo André Gaievski. Um mandado de prisão preventiva foi expedido contra o petista na sexta-feria (23). Ele é investigado por denúncias de estupro de vulnerável enquanto ainda era chefe do Executivo. No sábado (24), por meio de nota, a Casa Civil informou Gaievski foi afastado das funções que exercia em Brasília. Ele é considerado foragido pela polícia.

Gaievski foi prefeito de Realeza entre 2005 e 2012 (Foto: PT/Divulgação)
Gaievski foi prefeito de Realeza entre 2005 e 2012
(Foto: PT/Divulgação)

De acordo com o partido, a comissão aprovou a suspensão imediata até que sejam apuradas as acusações feitas pela Justiça contra ele. Participaram da reunião o presidente do PT-PR, deputado Enio Verri, o deputado federal Dr. Rosinha, os deputados estaduais Luciana Rafagnin e Toninho Wandscheer, além de secretários estaduais e outros dirigentes do partido. Ao G1, o advogado que representa a família de três das supostas vítimas, Natalício Farias, disse que Gaievski teve ajuda de mulheres mais velhas para levar meninas de 13 a 14 anos de idade para motéis. As vítimas eram atraídas com promessas de cargos na prefeitura e dinheiro. Segundo ele, outras pessoas devem denunciá-lo, já que o caso se tornou público. As investigações foram deflagradas pelo Ministério Público de Foz do Iguaçu,há ao menos três anos. Investigadores do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) confirmaram que estiveram em Realeza neste período para ouvir testemunhas e possíveis vítimas. O delegado da Polícia Civil em Realeza, Valderez Luiz Scalco, disse ter sido comunicado do mandado de prisão expedido pela Justiça no fim da tarde de sexta-feira (23) e que desde então vêm sendo feitas diligências com o objetivo de localizar e prender Gaievski. “Ele já tomou conhecimento do mandado de prisão expedido, tanto que pediu afastamento do cargo na Casa Civil, mas ainda não há qualquer indicativo de que ele se apresente à Justiça. Foi procurado em todos os lugares possíveis e não foi encontrado.” O advogado de defesa do ex-prefeito, Rafael Antônio Seben, disse que ainda não teve acesso ao processo. “Além do vazamento de informações, causa estranheza também o fato de a polícia considerar o réu como foragido. Ele não foi procurado em casa, onde mora em Brasília.” O petista foi prefeito de Realeza, município com cerca de 16 mil habitantes por dois mandatos, entre 2005 e 2012. Em janeiro foi convidado pela ministra Gleisi Hoffmann para, entre suas atribuições, acompanhar a implementação de programas federais como o “Mais Médicos”, os de prevenção e combate ao uso do crack e construção de creches. Fonte: G1


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