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Com salários congelados há quatros anos, milhares de servidores públicos do Paraná entram em greve a partir desta terça-feira (25). A paralisação foi confirmada por professores da rede pública e superior do estado, policiais civis e militares, agentes penitenciários e várias outras classes de servidores estaduais. Até o momento, 30 entidades já confirmaram que cruzarão os braços.

Os trabalhadores denunciam uma defasagem de até 17% nos salários. Para os servidores, o governador do Paraná, Ratinho Junior (PSD), está dando um “calote” e desrespeitando uma promessa de campanha.

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Os servidores estaduais pedem no mínimo a recomposição salarial da inflação oficial do último ano, calculada em 4,94% no mês da data-base, segundo o índice IPCA.

Alguns servidores reclamam que o governador Ratinho Junior nem sequer sentou à mesa de negociações.

“Qual o medo de sentar para conversar com policiais? Governador: na mesa de negociações não estarão bandidos, serão policiais”, questionou o presidente do SINCLAPOL (Sindicato das Classes Policiais Civis do Estado do Paraná) Kamil Salmen.

Ele também revela que serão abertos processos contra o estado e a JMK, empresa responsável pela manutenção de viaturas. “Vamos entrar com ação porque está colocando a vida do policial ainda mais. Já temos perigo eminente, mas agora estamos andando com veículos nesse estado. Tem carro com mais de R$ 100 mil de manutenção, três vezes maior que o valor do próprio veículo. Um absurdo”, completou.

Guaíra

Professores do Colégio Estadual Presidente Roosevelt, em protesto, cruzaram os braços e aderiram a paralisação. Alunos dão apoio a manifestação com faixas e cartazes. Também estão entregando uma “Carta Aberta À Sociedade paranaense”, redigida pela APP Sindicato, explicando os reais motivos da greve.

Portal Guaíra com informações do Paraná Portal