Unioeste, Campus Marechal Rondon

O ano letivo na Unioeste, que já começou com atraso, vai parar novamente. Em assembleia realizada no final da semana passada, a Adunioeste (Associação dos Docentes da Unioeste) decidiu por paralisar as atividades por tempo indeterminado a partir desta quarta-feira (22).

O diretor da Adunioeste, João Zanardini, acredita que alguns alunos e professores comparecerão à instituição na quarta e haverá uma recepção para informá-los sobre a decisão da greve, numa tentativa de chegar a 100% de adesão.

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João comenta que o principal motivo são as mudanças propostas pelo governo, que reduzirão muito a capacidade do Paranaprevidência.

“Hoje o sistema consegue sobreviver por mais 58 anos, se as mudanças ocorrerem este tempo cairá para 28 anos. Outro problema é a criação do fundo complementar que cria um teto de R$ 4,7 mil para a aposentadoria dos servidores. Quem desejar mais do que isso vai ter que contratar um fundo de previdência privado”, explica. A projeto está em análise na Assembleia Legislativa.

A Adunioeste acredita que outras instituições de Ensino Superior também vão parar para pressionar os deputados a votarem contra o projeto encaminhado pelo Governo do Estado.

As aulas serão suspensas pouco mais de um mês depois do início, já com atraso. O ano letivo era previsto para começar em 2 de março, mas as aulas só começaram no dia 18. A Adunioeste entende que o projeto apresentado pelo governo é muito similar e tão prejudicial quanto o “pacotaço” que motivou a greve de fevereiro e março.

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Portal Guaíra com informações da CGN