De acordo com uma pesquisa do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), 79% das pequenas e microempresas que baixaram suas portas com a chegada da pandemia causada pelo novo coronavírus já retornaram às atividades no Paraná. A retomada, no entanto, veio acrescida de novidades, como a migração das atividades para o on-line. Os serviços de entrega, como o delivery, também foram grandes aliados para a volta das vendas. A mudança, que para muitos empresários pode parecer temporária, é uma tendência para o futuro pós-pandêmico.

É o que diz a consultora do Sebrae-PR Márcia Giubertoni, em conversa no programa Assembleia Entrevista, da TV Assembleia, que vai ao ar na próxima segunda-feira (24). “O otimismo dos empresários aumentou nos últimos meses, de acordo com pesquisa do Sebrae. Temos visto que 79% já estão operando no atendimento ao cliente. O on-line, as redes sociais e o delivery permitiram às empresas continuar com as operações”, explica.

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Segundo Giubertoni, destas empresas já em funcionamento, 68% tiveram de fazer algum tipo de adaptação em relação às operações realizadas antes da pandemia. “Primeiro foram os protocolos de segurança, mas muitas empresas se sobressaíram a isso, como as que não estavam no mercado digital. Outras passaram a implantar o delivery ou oferecer produtos necessários na pandemia”, diz.

De acordo com a consultora, as adaptações tiveram reflexos nas empresas, resultando no aumento do faturamento de muitas delas. “Isso fica de aprendizado para as empresas: elas precisam ter presença digital. É uma tendência. Não há mais espaço para uma empresa ser só presencial. É necessário ser digital, estar 24 horas no ar, nos sete dias da semana”, frisa.

Giubertoni lembra ainda que a pandemia não mudou o cenário, apenas acelerou o processo. “As redes sociais vieram com força total. As empresas podem estar lá e não precisam fazer investimentos. Basta organizar a empresa e começar a atuar, como em redes sociais que tem o serviço de marketplace. Isso tudo tem facilitado e as empresas têm de aproveitar”, ensina. Marketplaces são plataformas virtuais onde vendedores oferecem seus produtos e serviços a potenciais compradores. “Já o delivery tem aproximado vendedores do cliente. É uma alternativa que as empresas têm”, lembra.

No Paraná, as micro e pequenas empresas representam 99,9% do número total de CNPJs. Os pequenos e micros empregam cerca de 42% da mão-de-obra no Estado. Por isso, achar alternativas para retornar às atividades é tão importante, diz a consultora do Sebrae. “As empresas passaram a se adaptar e descobriram que as pessoas continuaram a consumir. Pesquisas mostraram que as perdas maiores são de empresas que não conseguiram entrar no meio digital. Os empresários estavam na sua normalidade e, de repente, de um dia para o outro tiveram de se adaptar. Não foi fácil. Não tinha alternativa de não acontecer. Uns começaram de forma caseira, outros foram buscar mais informações. Quem foi mais rápido ganhou mercado. Aqueles que conseguiam prestar serviço a distância conseguiram se adaptar melhor. Quem fez isso não sentiu tanto”.

A especialista explica ainda que, após a crise causada pela pandemia, tudo vai mudar. “O que aconteceu nesse período de isolamento e o que teremos no futuro não será mais como tínhamos antes. A presença digital é um caminho sem volta e necessário. Empresas devem digitalizar seus negócios, estar 24 horas no ar”. O consumo também deve aumentar. “A expectativa é de que haja um aumento nos negócios. As pessoas estão com ânsia de fazer aquilo do que foram privadas. Os empresários podem esperar isso”, afirma.

O programa Assembleia Entrevista com a consultora do Sebrae, Márcia Giubertoni, vai ao ar pela TV Assembleia, canal aberto 20.2 e 16 pela Claro/Net, além do canal do Youtube, na segunda-feira (24) logo após a sessão plenária, que tem início às 14h30.

Portal Guaíra via Assessoria