(Foto: Ric Mais)

O prefeito de Itaperuçu, Neneu Artigas, retornou na segunda-feira (22) às atividades administrativas do município. Ele ficou 147 dias longe do trabalho, após ser atropelado por seu até então amigo, Carlos Eduardo da Rocha, por causa de uma divergência por futebol.

Neneu ficou 24 dias internado, boa parte disso na UTI, antes de receber alta. Ele teve muitas fraturas na face e na perna. Apesar disso e de estar tomando remédios fortes, a previsão era de que ficasse apenas 15 dias em casa e já retornasse devagar ao trabalho. Mas a recuperação em casa foi bem mais lenta que o previsto.

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Mas, depois de quase cinco meses afastado, o prefeito foi recepcionado na manhã de segunda-feira (22) no salão da Prefeitura, por membros de sua família, servidores, amigos e população em geral. Neneu aproveitou para agradecer o seu vice-prefeito, Edilson Ruiz de Freitas, o “Macadame”, que assumiu a agenda oficial do prefeito e esteve à frente da equipe administrativa.

“Agradeço as orações de toda a população, que intercedeu por minha saúde. Reforço o compromisso de me juntar aos demais nesse trabalho de reconstrução de nossa cidade, sempre buscando o melhor para nossa gente, para quem sempre governamos”, disse em discurso o prefeito.

Logo em seguida, Neneu se reuniu com secretários, para saber das principais ações e programas em andamento no município.

Briga por causa de futebol

Neneu é torcedor do Coritiba e estava numa distribuidora de bebida de Rio Branco do Sul, cidade vizinha a Itaperuçu, comemorando a vitória do seu time. Carlos Eduardo, até então seu amigo, não gostou da comemoração, por ser torcedor do Athlético, e atropelou o prefeito com sua caminhonete.

Em seguida, Carlos fugiu do local e abandonou a caminhonete em Almirante Tamandaré. Dois dias depois, ele se entregou numa delegacia de Curitiba e ficou preso. Ele já foi denunciado pelo Ministério Público do Paraná pela tentativa de homicídio e já é réu em ação na Justiça.

Neneu teve alta do hospital no dia 27 de abril, depois de ficar 24 dias internado. Na volta para casa, pediu para parar a ambulância no bairro 37, logo na entrada da cidade, onde ele cresceu e passou toda a infância. Lá havia muitos amigos o esperando. Com um megafone e dentro da ambulância, ele agradeceu as orações e mensagens de força.

Portal Guaíra com informações do Ric Mais