policia-civil-paranaPoliciais civis do Paraná estão paralisados desde a 0h desta sexta-feira (6) para protestar contra a morte do superintendente da Delegacia de Campo Largo, Marcos Gogóla, que foi morto com um tiro na nuca, na quinta-feira (5) em um consultório dentário. De acordo com o Sindicato das Classes Policiais civis do estado do Paraná (Sinclapol), a categoria também reivindica melhorias na estrutura das delegacias do estado e outros benefícios. Até as 7h30, policiais de Curitiba, Maringá, Londrina, Cascavel e Toledo tinham aderido ao movimento. A paralisação está prevista para durar 24 horas, conforme o sindicato.

“Na verdade, nós sofremos da síndrome da tragédia anunciada. Já estamos reclamando dessa situação ao governo, à Secretaria da Justiça e da Cidadania do Estado do Paraná (Seju) e à própria justiça. Temos uma ação civil pública com relação à guarda de presos por policiais. O policial nunca teve o treinamento da guarda e da escolta de presos. O policial civil é feito para investigar e descobrir quem cometeu o crime e nunca cuidar do preso”, declara o presidente do sindicato, André Gutierrez.

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O superintendente foi morto enquanto aguardava um preso, de 22 anos, que estava sendo atendido no consultório. Segundo a polícia, um carro escuro chegou ao local e três homens entraram na clínica para resgatar o detento. O agente de cadeia, que escoltava o preso junto com o superintendente, também foi baleado. Ele foi atingido nas costas e hospitalizado com ferimentos graves. Já o superintendente morreu na hora. Após os disparos, os criminosos e o preso que estava no consultório fugiram.

Testemunhas ouvidas pela polícia relataram que um dos criminosos atirou no superintendente quando ele já estava desarmado. O carcereiro, por não ser policial, não tem autorização para usar arma.

Os policiais civis montaram uma megaoperação para investigar o caso e para procurar os fugitivos. No início da noite, o preso que havia sido resgatado do consultório tinha sido recapturado. Ele foi baleado junto com outro criminoso que ajudou na fuga e foi levado para o hospital.  Ao todo, quatro pessoas estão presas. Um criminoso morreu durante uma troca de tiros.

Fonte: G1