Duas mulheres foram assassinadas em São Sebastião da Amoreira — Foto: Blog do Chaguinhas/Divulgação

O homem suspeito de matar duas mulheres a facadas em São Sebastião da Amoreira, no norte do Paraná, foi indiciado por feminicídio e homicídio por motivo torpe, fútil e cruel. A Polícia Civil concluiu o inquérito na quinta-feira (5) e, além da conclusão das investigações, também pediu a prisão preventiva do indiciado.

Os crimes ocorreram no início de novembro. As vítimas Cleuza Rodrigues da Costa e Leonice Rodrigues da Costa, eram irmãs. Conforme a Polícia Civil, o ex-companheiro de Leonice, Odair Tavares dos Santos, se entregou à Polícia Militar pouco tempo depois e confessou os assassinatos.

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Segundo a Polícia Civil, o indiciado não tem advogado constituído.

Em depoimento à Polícia Civil, o indiciado disse que utilizou uma faca que estava em cima de uma mesa para desferir os golpes. “Fiquei cego naquela hora, não vi nada… não vi a primeira facada nem a última”.

Segundo o inquérito da Polícia Civil, Leonice se separou do suspeito oito dias antes de ser morta. Ela saiu de casa, com a filha de 16 anos, e estava morando na casa da irmã. A adolescente conseguiu fugir do ataque e não ficou ferida.

Laudo da necropsia apontou que Leonice morreu após receber 29 facadas e Cleuza foi atingida oito vezes.

Para a Polícia Civil, Odair dos Santos cometeu os crimes por suposta vingança, por ciúmes e buscou o sofrimento intenso, desnecessário e cruel das vítimas. As vítimas não tiveram possibilidade de defesa.

Prisão preventiva
O delegado Felipe Akio de Souza Hirata pediu a prisão preventiva porque são “evidentes e suficientes os indícios de autoria, conforme se vê das peças juntadas aos presentes, que se configuram como provas totalmente idôneas”.

A Polícia Civil também esclarece que o indiciado tem antecedentes criminais, ele já tinha sido preso por feminicídio.

“Portanto já sofreu reprimendas legais, que não foram suficientes para conter suas empreitadas criminosas, demonstrando que tem personalidade delituosa e solto continuará a delinquir”, diz um trecho do documento.

Portal Guaíra com informações do G1