A investigação sobre a morte do militante do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), Ênio Pasqualin, em Rio Bonito do Iguaçu, no sudoeste do Paraná, aponta que a vítima foi morta por causa de um desentendimento com o homem suspeito de ser mandante do crime.

O inquérito foi concluído na sexta-feira (27), segundo a Polícia Civil.

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Ênio foi encontrado morto no dia 25 de outubro após ter sido levado como refém por assaltantes que invadiram a casa dele.

O corpo da vítima, de 48 anos, foi encontrado em uma estrada rural da região. Ele era militante do MST.

De acordo com as investigações, o mandante do crime tinha uma desavença com a vítima por causa de um processo de distribuição de lotes de terra para o irmão do suspeito.

Segundo o inquérito, o mandante contratou dois homens para executar a vítima.

Os dois homens que foram até a casa para cometer o crime, segundo a polícia, não conheciam Ênio.

Os três suspeitos de envolvimento no crime foram presos. O homem que é investigado por ser mandante do crime e um dos contratados foram presos na quinta-feira (26).

Outro suspeito do crime tinha sido preso no dia 20 de novembro, em Chopinzinho, também no sudoeste.

Os três estão detidos na Delegacia de Laranjeiras do Sul, na região central do estado.

O caso
A polícia informou que dois homens armados invadiram a casa de Ênio, na Linha Assentamento Ireno Alves, renderam a família dele, roubaram documentos, dinheiro e celulares e fugiram do local com uma caminhonete, levando o dono da casa como refém.

De acordo com a PM, a vítima já tinha sido baleada durante o assalto, mas foi levada da casa ainda com vida.

O corpo da vítima foi levado para o Instituto Médico-Legal (IML) de Pato Branco, também no sudoeste do estado. Segundo a família dele, Ênio foi morto a tiros.

O MST informou que Ênio era coordenador de base e dirigente estadual do MST Paraná, e que participou de diversas atividades e ocupações de terra na região de Rio Bonito do Iguaçu.

Portal Guaíra com informações do G1