Um idoso de 66 anos que todo final de ano costumava se vestir de Papai Noel e trabalhar em comércios de Londrina, no norte do Paraná, foi preso, na quinta-feira (5), por estuprar a própria filha e a neta de 4 anos.

Segundo o Núcleo de Proteção a Criança e ao Adolescente Vítimas de Crimes (Nucria), Joaquim Alves da Silva começou a abusar sexualmente da filha quando ela tinha 7 anos de idade. Por cerca de 10 anos, a vítima não denunciou o crime e assim que completou 18 anos saiu da residência da família para fugir das garras de Joaquim.

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“Em razão de ele ter esse contato frequente com criança, em razão dessa atuação como Papai Noel, foi feito o pedido de prisão”, Livia Pini.

A situação foi denunciada à polícia, na última semana, porque a jovem que passou anos sendo estuprada pelo pai, teve uma filha, e esse criança também passou a ser violentada pelo avô.

Conforme a delegada Livia Pinni, assim que a mãe soube o que estava ocorrendo entrou em contato com a polícia, mas não é possível informar maiores detalhes para proteger as vítimas. “Existia ali uma relação de proximidade entre ele e essa criança, a gente não pode divulgar detalhes em razão do sigilo dos crimes sexuais e da necessidade de preservação da vítima”, explicou a delegada.

Papai Noel tinha passagem por estupro ocorrido há 20 anos
Ainda conforme Pinni, assim que a denúncia chegou ao Nucria, os investigadores descobriram que há cerca de 20 anos, uma denúncia por estupro contra Joaquim já havia sido feita. Assim, o antecedente e o fato do suspeito ter contato direto com diversas crianças, foi o suficiente para solicitar sua prisão preventiva.

“Já havia uma acusação de um outro estupro que já teria acontecido há aproximadamente 20 anos. Em razão da existência desse antecedente, desses dois fatos, em razão de ele ter esse contato frequente com criança, em razão dessa atuação como Papai Noel, foi feito o pedido de prisão”, disse a delegada.

O próprio suspeito contou à RIC Record TV que trabalha como Papai Noel há pelo menos 7 anos e sempre na mesma loja. Um comércio localizado na Avenida das Maratonas, no Jardim Olímpico. Esse ano, ele já estava contratado, mas passaria a trabalhar nos próximos dias.

“Acho que Papai Noel é a primeira vez, é o primeiro caso que a gente tem”, Livia Pini.

Devido ao contato intenso que o Papai Noel estuprador manteve com inúmeras crianças em várias épocas natalinas, a investigação será ampliada para apurar se ele fez outras vítimas durante os anos em que não foi descoberto. “A princípio, nós trabalhamos com esses dois casos, existe a possibilidade de outros crimes, mas até o momento não chegou ao nosso conhecimento. Talvez agora, com a divulgação da prisão, até pelo pessoal do bairro, do João Turquino, acaba que o pessoal fica sabendo de quem se trata e conversando entre si, conversando com as crianças da localidade possam surgir outras vítimas”, pontuou Pinni.

Pedófilos costumam se aproximar do público infantil
Durante coletiva de imprensa, a delegada do Nucria também explicou que faz parte do modus operandi de pedófilos encontrar meios de se aproximar de crianças e, por isso, é imprescindível que os pais e familiares fiquem sempre atentos.

“Acho que Papai Noel é a primeira vez, é o primeiro caso que a gente tem, mas existem vários casos, onde a gente vê que existe uma aproximação com o público infantil. Então, a gente tem casos de, por exemplo, professor de público infantil, essas pessoas normalmente acham meios de ter maior proximidade com esse público”, finalizou.

Testemunhas que conheciam Joaquim e viam o homem trabalhando como Papai Noel, inclusive, pegando crianças no colo e distribuindo balas, declararam que o idoso não aparentava ser um estuprador. O que evidencia a importância dos pais serem ainda mais cautelosos quando se tratar de adultos que entram em contato com os seus filhos.

Portal Guaíra com informações da Ric Mais