A Polícia Civil revelou novos detalhes sobre o assassinato brutal de João Philip Gonçalves Nunes, de 23 anos. A vítima foi espancada até a morte e teve o corpo encontrado em 5 de dezembro do ano passado, na Cidade Industrial de Curitiba. A investigação apontou que a ex-esposa da vítima teria espalhado um falso boato na comunidade onde mora dizendo que João Philip teria abusado sexualmente do filho do casal.

O delegado Thiago Nóbrega, responsável pela investigação do caso, revelou a descoberta ao programa Tribuna da Massa. “A ex-esposa da vítima não queria devolver a criança e espalhou dentro da Vila Corbélia que o João Philip era estuprador, e isso dentro de uma comunidade causa comoção”, explica. A autoridade policial ainda assegura que o filho do casal foi submetido a exames no Instituto Médico Legal (IML) que descartaram qualquer tipo de abuso. “Pelo contrário, ele tinha um amor e afeto muito grande pelo pai”, complementa.

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João Philip e a acusada estavam separados e o homem morava em Santa Catarina com a guarda da criança. A mulher tinha direito a visitar o menino e estava com ele em Curitiba. Ela teria inventado uma desculpa para o ex-marido, dizendo que não tinha dinheiro para levar o filho até SC novamente, e sugeriu que ele viajasse até Curitiba para buscar o garoto. Nesse intervalo de tempo, a notícia falsa sobre os crimes que ele teria praticado foi disseminada na comunidade.

Depois de espalhar o boato, várias pessoas se revoltaram e tiveram a ‘autorização’ do chefe do tráfico na região para espancar a vítima até a morte. O homem que teria permitido que o crime fosse cometido foi preso no último dia 21, mas há ainda outras cinco pessoas procuradas pela polícia. Além da acusada, o companheiro dela, também é procurado pelas autoridades.

Eles responderão por homicídio qualificado e subtração de incapaz, já que o filho da suspeita com João Philip foi levado pelo casal foragido da Justiça. “Já temos o apelido de dois dos três indivíduos que ainda não foram identificados e acredito que nos próximos dias vamos chegar à qualificação e prender todos os envolvidos nesse crime bárbaro”, assegura Nóbrega.

Informações que ajudem as autoridades a encontrarem os envolvidos no crime podem ser repassadas anonimamente aos telefones 197 e 0800 643 1121.

Portal Guaíra com informações do Massa News