(Foto: Natalia Filippin/G1)

O Ministério Público do Estado (MP-PR) e as defensorias públicas da União e do Estado abriram uma ação civil pública contra o governo do Paraná em que pedem a prorrogação do decreto com medidas mais rígidas diante da pandemia.

O decreto estadual que determinou o fechamento de serviços não essenciais e a ampliação do toque de recolher para o período entre 20h e 5h, além de outras medidas de restrição, foi prorrogado somente até esta quarta-feira (10).

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Para depois disso, o texto mais recente do governo liberou a flexibilização das restrições, com o retorno das aulas em modelo híbrido e a liberação de atividades não essenciais, como academias, igrejas e shoppings.

A ação civil pública foi assinada nesta segunda-feira (8) e direcionado à Justiça Federal.

No documento, os promotores pedem que as medidas mais rígidas durem até que o número de casos de coronavírus esteja em queda e a taxa de ocupação de leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) esteja abaixo de 80%.

A ação também pede que os governos federal e estadual garantam a transferência de pacientes internados com Covid-19 do Paraná para outros estados.

O Governo do Paraná informou que, até a publicação desta reportagem, não havia sido notificado.

Pandemia no estado
As medidas mais rígidas do decreto em vigência foram tomadas por causa do aumento expressivo do número de casos de coronavírus e em razão da alta taxa de ocupação de leitos nos hospitais de todo o Paraná.

A lotação nos leitos de UTI para adulto, exclusivos para o tratamento da Covid-19 no Sistema Único de Saúde (SUS), é de 97%, nesta segunda-feira. À espera de um leito de UTI ou enfermaria, estão 1.071 pacientes.

O boletim da Sesa, divulgado nesta segunda-feira, aponta que o Paraná soma 12.505 mortes por coronavírus e 722.990 casos confirmados.

Portal Guaíra com informações do G1