(Foto: Ilustração/Pixabay)

ad

A Vara Criminal de Campo Largo determinou que um médico, investigado no âmbito da Operação Mustela, seja afastado das atividades. O profissional, que atendia pelo Sistema Único de Saúde (SUS), é suspeito de integrar um grupo que cobrava indevidamente dos pacientes para furar a fila de atendimento público.

O médico afastado é uma das sete pessoas denunciadas pela 1ª Promotoria de Justiça de Campo Largo pela prática do crime de concussão – quando o suspeito exige vantagens indevidas por conta da função que exerce. Os fatos denunciados estão relacionados ao atendimento de seis vítimas, das quais foram cobrados valores entre R$ 1.500 e R$ 3.200 para o agendamento e realização dos procedimentos médicos dos quais necessitavam via SUS.

O esquema criminoso começou a ser investigado em 2017, pelo Ministério Público do Paraná. A partir de depoimentos de vítimas e informações obtidas por meio de quebras de sigilos telefônicos, a Operação Mustela foi deflagrada em dezembro de 2018, com o apoio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), com o cumprimento de mandados de buscas e apreensão e de prisão temporária contra alguns envolvidos.

Ao determinar o afastamento do médico, a decisão ressalta que “o denunciado ainda permanece exercendo a função médica junto ao Hospital, situação que necessita de proibição urgente, tendo em vista a indissociabilidade da atividade médica e criminosa”. O não cumprimento da medida pode resultar na decretação da prisão preventiva do investigado.

Portal Guaíra com informações do MPPR


ad