(Foto: Ric Mais/RicTV)

Foram divulgadas novas informações sobre a morte de duas crianças em Guarapuava, cidade do Centro-Sul do Paraná. Em entrevista à RICtv, no domingo (28), a delegada Ana Hass disse que os assassinatos podem ter acontecido em dias diferentes. Os dois corpos foram encontrados em cima da cama da mãe, principal suspeita, no sábado (27).

A hipótese do espaço de tempo entre as mortes foi levantada após depoimento da irmã da suspeita. Ela contou que a mulher teria revelado ao advogado que asfixiou o filho, de 3 anos, no dia 13 de agosto e enforcou a filha, de 10, no dia 17. A delegada confirma que os corpos tinham leves diferenças na decomposição, mas que deve aguardar o laudo da necropsia para confirmações.

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A mulher está presa em Guarapuava desde sábado (27), quando ligou para um advogado e disse ter matado os dois filhos e deixado os corpos no apartamento. A Polícia Civil e a Polícia Militar foram até o local, na Rua Benjamin Constant, e encontraram as vítimas. Na abordagem, ela confessou ter assassinado as crianças. Entretanto, no depoimento oficial para o inquérito, permaneceu em silêncio.

Segundo a delegada, os policiais encontraram o apartamento com uma desordem “comum”, que não era semelhante a cenas de crimes violentos. O corpo do menino, de 3 anos, estava virado para a parede e o da menina, de 10, de barriga para cima, no cômodo que fica no fundo do apartamento.

De forma extraoficial, a suspeita disse à delegada que nos 15 dias que conviveu com os corpos no imóvel, usou somente a sala, a cozinha e o banheiro. Ela limpou o corredor, porque disse que “ali estava incomodando”. Nos outros locais, o sangue permaneceu.

Sobre a motivação, Ana Hass conta que a mulher revelou ter optado por matar os filhos porque se sentia “cansada” e sem condições, tanto financeiras quanto emocionais, para cuidar das duas crianças.

“Ela disse que como ela já tinha a ideia de se matar, e o filhos dela não teriam ninguém, ela acabou tirando a vida dos filhos. O que não é verdade, porque o pai do menino de 3 anos estava em Santa Catarina, estava pagando pensão, segundo o relato dele, e os familiares dela também estavam em Santa Catarina”,explica a delegada Ana Hess.

O pai do filho mais novo foi ouvido ainda no sábado (27). Ele reconheceu que não tinha uma relação próxima com o garoto e que o relacionamento com a mulher foi breve, ficando conturbado após a descoberta da gravidez.

A Polícia Civil deve concluir o inquérito em 10 dias. A equipe busca por outros depoimentos, laudos e imagens de câmeras de segurança.

A suspeita, que ainda não possui advogado de defesa, deve responder por ocultação de cadáver, fraude processual e dois homicídios qualificados. Ela será transferida à unidade feminina da Cadeia Pública de Pitanga, onde deve aguardar a decisão da Justiça se responderá em liberdade ou permanecerá presa.

Os velórios das crianças acontecem no estado de Santa Catarina. A família aguarda liberação do Instituto Médico Legal (IML).

O caso

No sábado (27), um advogado de Santa Catarina comunicou à Polícia Civil de Guarapuava ter recebido a ligação de uma mulher que dizia ter matado os dois filhos.

Os policiais foram até o endereço repassado e encontraram os corpos em cima da cama da mãe. As crianças estavam escondidas embaixo de uma coberta há aproximadamente 15 dias, enquanto a suspeita permanecia vivendo no imóvel.

Sem oferecer resistência, ela disse de forma extraoficial ter cometido o crime no dia 13 de agosto. Ela teria matado o filho, de três anos, asfixiado por um travesseiro. Em seguida, teria enforcado a filha, de 10, com um cachecol até a morte. A peça de roupa ainda estava no pescoço da vítima, quando os policiais chegaram. Um dos pulsos da garota foi cortado.

As vítimas são filhas de pais diferentes, sendo que o da menina já faleceu.

Portal Guaíra com informações da RIC Mais