Uma das sete testemunhas ouvidas na quarta-feira (3), no Fórum de São José dos Pinhais, a mãe de Edison Brittes afirmou que o jogador Daniel Corrêa Freitas, assassinado em outubro do ano passado, foi um intruso na casa do filho e que “entende” o motivo de Juninho Riqueza ter cometido o crime.

Doralice Ferreira dos Santos foi ouvida neste terceiro dia de audiências sobre o Caso Daniel, como ficou conhecido o homicídio. Após o depoimento, ela conversou informalmente com os veículos de imprensa.

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“Esse rapaz veio na casa do meu filho, deitou na casa do meu filho e foi mexer com a minha nora. Eu não to dizendo que o que ele fez com o rapaz é certo, mas a pessoa perde a cabeça. Ele não é o primeiro e não será o último”, analisou. “As pessoas só veem o outro lado, não entendem que para a família tem sido muito difícil”, afirmou a idosa.

Ela também disse que tem recebido ameaças na rua. “Eu nunca esperei que ia passar por isso na minha vida. Sofro represália, é perigoso eu andar na rua sozinha, meus filhos sempre me acompanham”, relatou à reportagem da Banda B.

“As pessoas apontam pra mim na rua como se o meu filho fosse um monstro e ele não é. Eu não criei meu filho para matar ninguém”, lamentou.

Outras testemunhas
Ainda na manhã de hoje, a mãe de Evellyn Perusso, única ré que responde em liberdade, será ouvida. Outras seis testemunhas estão previstas, entre elas a mãe de Edison Brittes Junior.

São 77 nomes de testemunhas entre acusação e defesa. Só a família Brittes tem 48 nomes arrolados entre familiares, amigos próximos e pessoas que de alguma forma foram envolvidas no caso durante o andamento do processo.

Edison Brittes Júnior, Cristiana Brittes, David Vollero, Ygor King e Eduardo Henrique respondem ao crime por homicídio qualificado. Já Allana Brittes e Evellyn Perusso respondem por outros crimes relacionados, como coação de testemunhas e fraude processual.

Portal Guaíra com informações da Banda B